NOTÍCIAS MAIS VISTAS NO ANO

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Exame de imagem pode prever autismo aos 6 meses, indica estudo



Exame de imagem pode prever autismo aos 6 meses, indica estudo.

Ainda não existem testes de laboratório para diagnosticar os transtornos do espectro autista (TEA), conjunto de distúrbios que impacta no funcionamento do cérebro e na maneira como a criança se comunica com o mundo e não têm cura. Um novo trabalho, entretanto, conseguiu identificar o risco de autismo já aos seis meses de idade, quando os sintomas são quase imperceptíveis.

Os pesquisadores avaliaram o cérebro de 59 bebês com alto risco de desenvolver o problema, combinando ressonância magnética funcional e uma tecnologia que “ensina” o computador a procurar padrões cerebrais similares. No final, os testes apontaram que nove deles teriam o transtorno. Aos dois anos de vida, 11 crianças do grupo foram de fato diagnosticadas – o que representou uma eficácia de 82%.

No grupo que recebeu o diagnóstico antecipado, os cientistas encontraram 974 conexões cerebrais associadas a comportamentos típicos do autista. Ao replicar a metodologia em outros grupos, o software teve uma taxa de acerto de 93%. O trabalho foi conduzido pela Universidade da Carolina do Norte e da Universidade de Washington, com o patrocínio do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.

“A identificação precoce é essencial para o melhor prognóstico, mas ainda são necessários estudos com grande quantidade de crianças para saber se o exame de imagem é mesmo confiável”, pondera Mirian Revers, psiquiatra do Programa do Transtorno do Espectro Autista (PROTEA) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, de São de Paulo.

O exame poderia ser feito, por exemplo, em quem tem histórico familiar de autismo, uma vez que a hereditariedade é um dos agentes por trás do distúrbio, mas não é o único. Hoje os estudos mostram que fatores ambientais como tabagismo, poluição e uso de alguns remédios durante a gravidez também estariam ligados ao problema.

A importância de flagrar cedo

No primeiro ano de vida, a criança autista já dá sinais de que será diferente. “Um estudo apontou que 80% dos pais percebem já alterações de comportamento nesse período, como mudanças na atenção visual e resposta inadequada a estímulos”, explica Mirian.

É tudo bem sutil no começo, mas a partir do primeiro ano os sinais ficam mais intensos. “Há atraso na comunicação verbal, a criança não sorri, não imita gestos como dar tchau, apenas segura o brinquedo sem usá-lo ou fixa sua atenção em uma parte dele, sem brincar da maneira corriqueira”, aponta a psiquiatra.

A boa notícia é que, se flagrado no começo, o transtorno pode ser amenizado no momento mais propício para isso. “Nos primeiros dois anos, o cérebro está completando seu primeiro grande ciclo de desenvolvimento e selecionando as conexões entre neurônios que manterá por toda a vida, o que chamamos de poda neural. Se o tratamento começa antes dessa poda, é possível fortalecer e até criar conexões que serão importantes para o desenvolvimento da criança”, finaliza a médica.

Fonte: Bebê Abril

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Favor comentar sem palavras ofensivas.

Publicidade Google

Publicidade Portal das Malas

Portal das Malas

Publicidade Shoptime

Publicidade Submarino

Publicidade recargapay

Publicidade Timecenter

Publicidade Euro

Publicidade Trocafone

Publicidade Motorola

Publicidade Plantei

Publicidade Veloe

Publicidade Shoptime

Lançamentos de Cama, Mesa e Banho com até 50% de Cashback, receba até R$70 reais de volta
Lançamentos de Cama, Mesa e Banho com até 50% de Cashback, receba até R$70 reais de volta

Publicidade JetRadar

Jetradar

Publicidade PagSeguro

PagSeguro BR

Publicidade Sumup