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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Trabalhadores paraenses tiveram só 19% de ganhos reais em 2016

Foto: Fábio Costa
Foi a pior média dos últimos 13 anos, segundo pesquisa do Dieese-PA
Os trabalhadores paraenses tiveram só 19% de ganhos reais nas negociações salariais e acordos coletivos no ano passado, segundo uma pesquisa divulgada pelo Dieese-PA (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) nesta quinta-feira (4). Foi a pior média nos últimos 13 anos, já que a variação real ficou 0,52% abaixo da inflação.

Segundo o estudo do Dieese, os dados revelam que 19% dos trabalhadores tiveram reajustes salarias com ganhos reais, cerca de 44% tiveram aumentos igual a variação da inflação e 37% tiveram ganhos abaixo da inflação. Diante do quadro, a variação real média ficou em 0,52% abaixo da inflação. Só para se ter uma ideia, entre 2005 e 2014, o percentual de negociações com aumento real nunca foi inferior a 70%; e, se excetuados os anos de 2005, 2008 e 2009, nunca inferior a 86%. No ano passado, os reajustes acima da variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) é comparável a 2003, já que ambas ficaram próximas de 19%.

Em relação aos reajustes abaixo da inflação, o índice apresenta quase o dobro: representava 19% das negociações em 2015 e passou, em 2016, a quase 37%. Todavia, os reajustes em valor igual à inflação também cresceram em 2016 e atingiram a maior marca desde 1996, presentes em 44% das negociações.

A pesquisa do Dieese mostra ainda que o setor de serviço foi o que teve a maior proporção de reajustes (49%) em 2016. No entanto, 21% das negociações do setor conseguiram aumento real. Os demais 30% tiveram reajustes iguais à inflação. Já a indústria e o comércio tiveram resultados a proporção com reajuste igual a inflação (53% e 50%, respectivamente) e abaixo (31% e 29%, respectivamente).

"A grave crise econômica pela qual passa o país é uma das principais razões para o desempenho negativo das negociações salariais de 2016. Como mostram os dados recém publicados pelo IBGE sobre o Produto Interno Bruto brasileiro, a queda no nível da atividade econômica foi geral e profunda, fato que ajuda a entender o desempenho das negociações do segundo semestre", diz o estudo.
ORM

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