Publicidade Google

domingo, 7 de maio de 2017

Macron vence eleição na França, dizem pesquisas; Le Pen reconhece derrota

Monitor de TV mostra o resultado de pesquisas do segundo turno da eleição francesa com vitória de Macron (Foto: BORIS HORVAT / AFP)

Projeções mostram ampla vantagem do candidato sobre sua rival de extrema direita, Marine Le Pen. Ipsos aponta que Macron venceu com 65,5% dos votos.
Marine Le Pen reconhece derrota em discurso em Paris
Candidato à presidência da França Emmanuel Macron venceu com ampla vantagem neste domingo (7) o segundo turno das eleições no país, apontam as pesquisas de boca de urna após o encerramento da votação. Apoiadores do candidato reúnem-se em frente ao museu do Louvre, em Paris, para celebrar a eleição.

VEJA FOTOS DA ELEIÇÃO FRANCESA NESTE DOMINGO

Segundo pesquisa do Ipsos, o candidato centrista recebeu 65,1% dos votos, contra 34,9% de sua rival, Marine Le Pen. O Kantar divulgou resultado semelhante nesta tarde. Macron teria vencido com 65,5% da preferência, ante 34,5% de sua adversária. Já segundo pesquisa do Elabe/BFM TV, o candidato recebeu 65,9%, contra 34,1% de Le Pen.
Monitor de TV mostra o resultado de pesquisas do segundo turno da eleição francesa com vitória de Macron (Foto: BORIS HORVAT / AFP) Monitor de TV mostra o resultado de pesquisas do segundo turno da eleição francesa com vitória de Macron (Foto: BORIS HORVAT / AFP)
Monitor de TV mostra o resultado de pesquisas do segundo turno da eleição francesa com vitória de Macron (Foto: BORIS HORVAT / AFP)
Le Pen reconheceu a derrota na eleição e afirmou em discurso que é preciso constituir uma nova força política. Ela convoca "todos os patriotas" a se unir a ela. Ela acrescentou que o partido da Frente Nacional precisa mudar para conseguir superar o desafio.
Logo após saber da vitória, Macron declarou à AFP que "abre-se uma nova página" para a França. "Esta noite abre-se uma nova página da nossa longa história. Quero que seja a da esperança e a da confiança recuperadas", disse o centrista.

Apoiadores de Macron comemoram vitória de presidente eleito em frente ao Louvre, em Paris (Foto: Patrick KOVARIK / AFP)
Apoiadores de Macron comemoram vitória de presidente eleito em frente ao Louvre, em Paris (Foto: Patrick KOVARIK / AFP)
O atual presidente francês, François Hollande, afirmou que já ligou para o presidente eleito para parabenizá-lo pelo sucesso na eleição. O porta-voz da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, congratulou o presidente eleito da França.

Porta-voz da primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, afirmou que a eleição de Macron é uma "vitória para uma Europa forte e unida".

Perfil de Emmanuel Macron

O centrista de 39 anos surgiu já no primeiro turno como candidato que poderia derrotar Le Pen em um segundo turno. Tem o apoio dos seus ex-adversários, do ex-presidente Nicolas Sarkozy e do atual François Hollande.

O candidato Emmanuel Macron votou em Le Touquet, no norte da França (Foto: ERIC FEFERBERG/POOL/AFP)
O candidato Emmanuel Macron votou em Le Touquet, no norte da França (Foto: ERIC FEFERBERG/POOL/AFP)
Filhos de médicos que atuam na saúde pública, ele nasceu em Amiens, no norte da França. Trabalhou em um banco de finanças e se engajou na campanha de François Hollande em 2012. Tornou-se secretário-adjunto e, então, o ministro da Economia do governo Hollande.

É de sua autoria o projeto de lei que pretende impulsionar a economia francesa por meio de medidas como ampliação do trabalho dominical e da modificação das condições do exercício de várias profissões liberais, como os tabeliães e os oficiais auxiliares de Justiça. A “Lei Macron”, como ficou conhecida, foi implementada por decreto e provocou protestos até de integrantes do Partido Socialista. Foi a primeira vez desde 2006 que o governo driblou o legislativo para impor uma lei.

Em maio de 2016, ele lançou o movimento cidadão “En Marche!”, que tem suas iniciais, com o objetivo de “refundar” a França com o apoio popular. Seu site oficial afirma que a iniciativa já reúne cerca de 192 mil “homens e mulheres de boa vontade e dispostos a construir a sociedade de amanhã". A saída de Macron do governo para disputar as eleições foi vista como um golpe contra Hollande.

Em seu programa de governo, Macron promete “tolerância zero” contra o crime e o combate ao terrorismo. Para os próximos 5 anos, ele propõe reforçar a guarda de fronteira, criar de 10 mil postos de policiais e 15 mil vagas em prisões para abrigar pessoas envolvidas com terrorismo.

Embora proponha maior controle nas fronteiras, Macron defende engajamento com a União Europeia e diz assumir sua “justa parte” na acolhida de refugiados diante da maior crise na imigração que o continente enfrenta desde a 2ª guerra mundial. Ele defende uma reformulação das condições de pedido de asilo e promete uma decisão em oito semanas para todos os pedidos.

O candidato quer reduzir o imposto que incide sobre as empresas (de 33,3% para 25%) para tornar o país mais competitivo e reduzir as despesas públicas progressivamente até atingir o nível recomendado pela União Europeia. Ele propõe alterar a cobrança do imposto sobre grandes fortunas - visto como bandeira da esquerda - e exonerar 80% dos lares franceses do imposto sobre moradia. Macron tem ainda uma proposta de mudança no seguro desemprego: os desempregados teriam que passar por uma avaliação de competência e seriam obrigados a aceitar uma vaga de trabalho quando recebessem uma segunda oferta.

Por G1

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Favor comentar sem palavras ofensivas.

Publicidade Dietas

Publicidade Aliexpress

Publicidade Americanas

Publicidade Portal das Malas

Portal das Malas

Publicidade Shoptime

Publicidade Submarino

Publicidade recargapay

Publicidade Timecenter

Publicidade Euro

Publicidade Trocafone

Publicidade Motorola

Publicidade Plantei

Publicidade Veloe

Publicidade JetRadar

Jetradar

Publicidade Sumup

Publicidade Avast