NOTÍCIAS MAIS VISTAS NO ANO

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

“Cura gay” revolta o movimento LGBT

Resultado de imagem para cura gay
Foto Internet

Homossexualidade não é doença, responde um dos líderes do movimento.

“O Movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) do Pará repudia totalmente a decisão do juiz. É um tremendo retrocesso essa decisão nos dias de hoje, mesmo porque é um prato cheio até mesmo para esse Congresso Nacional que temos atualmente, que é extremamente conservador e fundamentalista”. A afirmação foi feita, ontem, por Rafael Ventimiglia, um dos coordenadores do Movimento LGBT do Pará. Ele se refere à decisão proferida pelo juiz federal da 14ª Vara do Distrito Federal Waldemar Cláudio de Carvalho autorizando os profissionais de Psicologiaa oferecer tratamento a quem desejar reverter sua homossexualidade. A limicar concedida pelo magistrado infringe a Resolução 01/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que proíbe expressamente aos psicólogos exercerem qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, bem como adotarem medidas coercitivas tendentes a reverter à homossexualidade.

Ainda segundo Rafael, “não se cura aquilo que não é doença. Se a gente não cura o que não é doença, não se pode permitir um tratamento psicológico que vise, por exemplo, a reorientação sexual. E se a orientação sexual por si só não é vista como uma doença, então não existe tanto o tratamento psicológico quanto o tratamento biológico para isso. Não existem estudos que nos levem a acreditar de que existe uma causa biológica inclusive para a homossexualidade. Não existe nenhum estudo”. Ele acrescentou que, “depois de décadas de luta pela tão sonhada despatologização da homossexualidade, vem se ressuscitar esse discurso de curar essa ‘doença’ entre aspas. A homossexualidade, na verdade, constitui uma variação natural da sexualidade humana. Não podendo ser obviamente considerada como uma condição patológica. Homossexuais e bissexuais não sofrem em razão de sua homossexualidade ou bissexualidade. Pelo contrário. Eles sofrem em razão desse notório preconceito social que a gente sofre por parte da sociedade, em razão justamente de um heterossexismo majoritário imposto para nós sujeitos LGBTs, no qual essa heterosexualidade é tida como a normal, a típica, como a mais digna de ser vivida”.  

Rafael completou: “O que nos conforta, na verdade, é que tanto a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) quanto o Conselho Nacional de Combate à Discrminação LGBT já estão em um movimento para derrubar essa decisão, inclusive oferecendo denúncia, junto ao Conselho Nacional de Justiça, a fim de que essa decisão seja derrubada. Nós, aqui do Pará, continuamos na luta pela plena aceitação de quaisquer orientações sexuais que destoem do heterossexismo e que reafirme a população LGBT como sujeitos de direitos e não como sujeitos tidos como anormais ou desviantes”.  

O presidente do Conselho Regional de Psicologia 10ª Região (Pará e Amapá), Luiz Romano, também comentou o assunto. “O CRP 10ª Região/PA/AP manifesta o seu profundo desacordo com a decisão do juiz de primeira instância que, demonstrando desconhecer rudimentares informações da área técnica e científica sobre o tema, admite tratar como doença o que é tão somente um modo de ser, sentir e existir humano”, afirmou. Ainda segundo ele, “a decisão representa um retrocesso à luta pela afirmação dos direitos da comunidade LGBT e atinge, com violência, a  subjetividade de milhares de pessoas que, vendo o seu desejo ser confundido com uma anomalia, tem a sua autoestima fragilizada. O que precisa de tratamento é o preconceito e a falta de respeito com o outro. Esperamos que as instâncias superiores possam reverter o entendimento deste magistrado”.

A Comissão de Direitos Humanos e a Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Pará, também criticaram a decisão do juiz federal. “Consideramos que tal decisão judicial vai de encontro aos diversos avanços conquistados pela comunidade LGBT no que diz respeito à efetivação dos seus direitos fundamentais, tais como dignidade humana, liberdade individual e superação de preconceitos de atitudes discriminatórias. Inicialmente, deve-se considerar que a forma como cada pessoa vive e externaliza a sua sexualidade diz respeito à sua identidade como sujeito, a qual deve ser compreendida em sua integralidade, de modo que não se pode, sob nenhum pretexto, considerar a orientação sexual do indivíduo como doença, distúrbio ou perversão que necessite de cura ou tratamento”.

Por O Liberal

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Favor comentar sem palavras ofensivas.

Publicidade Google

Publicidade Portal das Malas

Portal das Malas

Publicidade Shoptime

Publicidade Submarino

Publicidade recargapay

Publicidade Timecenter

Publicidade Euro

Publicidade Trocafone

Publicidade Motorola

Publicidade Plantei

Publicidade Veloe

Publicidade Shoptime

Lançamentos de Cama, Mesa e Banho com até 50% de Cashback, receba até R$70 reais de volta
Lançamentos de Cama, Mesa e Banho com até 50% de Cashback, receba até R$70 reais de volta

Publicidade JetRadar

Jetradar

Publicidade PagSeguro

PagSeguro BR

Publicidade Sumup