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sábado, 30 de setembro de 2017

Círio: Segup se pronuncia sobre veto à queima de fogos na Praça dos Estivadores

Foto Oswaldo Fontes
PARÁ - Secretaria diz lamentar o anúncio de protestos na procissão, mas precisa 'resguardar a integridade do público'.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) informou por meio de nota oficial na noite desta sexta-feira (29) que aguardou até hoje o projeto técnico da queima de fogos em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré do Sindicato dos Estivadores do Estado do Pará durante as procissões do Círio 2017. Este ano, a homenagem da categoria seria remanejada da Praça dos Estivadores para uma balsa atracada na “Escadinha” do cais, na Estação das Docas. A mudança não agradou a categoria, que já informou que irá se manifestar em protesto durante a procissão principal do Círio de Nazaré.

De acordo com a Segup, a mudança "já havia sido aceita pelo sindicato, tanto que a entidade encaminhou um ofício à Segup – protocolado no dia 31 de agosto, declarando a aceitação da proposta do novo local da queima dos fogos – decisão que foi definida após reuniões entre o sindicato, representantes da Secretaria, do Ministério Público do Estado (MPE), da Diretoria da Festa de Nazaré e de demais órgãos que atuam nas programações do Círio de Nazaré", diz a nota.

Para a Secretaria, o processo de mudança tem a finalidade "resguardar a integridade do público e, desde novembro de 2016, vem sendo discutido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Pará e o Sindicato". Com a queima dos fogos na balsa, a área da Praça dos Estivadores será liberada ao público, e a estimativa é de que o espaço comporte cerca de 30 mil pessoas. De acordo com estudo feito pelos órgãos de segurança, a mudança deve colaborar com a redução dos acidentes registrados nas romarias do Círio e da Trasladação. Segundo o Corpo de Bombeiros, 32% dos acidentes das procissões são registrados na área que envolve a Praça.

A Segup ressalta que mudanças são necessárias para que as celebrações em homenagem à padroeira dos paraenses possam ser feitas da forma mais segura possível. Um trecho da nota diz que "a Segup entende que nenhuma tradição está imune às adaptações decorrentes da própria dimensão que o Círio de Nazaré adquiriu ao longo de mais de 200 anos de existência. Nesse período, tivemos inúmeros exemplos dessas transformações: carro de fogos, queima de fogos na Basílica de Nazaré, formato da corda, local de atrelamento da corda, criação das estações da corda e cordas especificas (já inexistentes) para homens e mulheres".

Ao final do comunicado, a Secretaria lamentou o anúncio do protesto por parte do Sindicato dos Estivadores durante a passagem da berlinda nas procissões do Círio, com a intenção de obstruir a via pública. "O que está em questão é a segurança de um público de cerca de dois milhões pessoas. Contudo, a Secretaria estará atenta e tomará as medidas necessárias para garantir o bom andamento das procissões", conclui a nota.

O que diz o Sindicato dos Estivadores:

Segundo Moisés Sousa, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estiva e Minérios do Estado do Pará (Setemep), a categoria decidiu que irá realizar um protesto que irá bloquear a passagem da procissão do segundo domingo de outubro. “Já arrecadamos R$ 52 mil para a homenagem. Então os Bombeiros, o Ministério Público e  Diretoria da Festa de Nazaré dizem vinte dias antes que não podemos mais queimar os fogos na Praça dos Estivadores. Os mais de mil homens da nossa categoria estão indignados com essa decisão, pois esse dinheiro vem do suor do trabalhador, que só quer homenagear Nossa Senhora”, disse Moisés Sousa.

“Há 103 anos estamos participando das procissões e ninguém se feriu. Querem que soltemos os fogos em uma balsa, atrás dos fogos dos Arrumadores. Não é isso que queremos, pois parecerá que os fogos serão da outra categoria”, disse o presidente. “Ano passado, os bombeiros disseram que teríamos que diminuir o número de fogos e aumentar o diâmetro para a segurança dos romeiros, e foi o que fizemos. Esse ano, eles simplesmente mudaram as regras e nos avisaram 20 dias antes”, disse Moisés Sousa.

Por portal orm

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

França procura desesperadamente casal para cuidar de ilha deserta

ORM / Notícias / Mundo  BBC 
MUNDO - Família que administrava o local na costa da Bretanha há dez anos está partindo.

Pode ser a sua chance de viver em uma ilha deserta. O governo francês está buscando um casal para tomar conta da pequena Quéménès, no litoral da região da Bretanha, após seus moradores atuais, escolhidos há dez anos, decidirem ir embora.

Diz o anúncio: "Procura-se: pessoa(s) para administrar ilha na Bretanha. Precisa ter mentalidade prática e resiliente. Casa inclusa. Isolamento garantido".

Quéménès é uma ilhota de menos de 2 km de comprimento, formada por areia, rochas e grama, no arquipélago de Molène. Vivem ali focas, pássaros marinhos, coelhos e ovelhas - e agora, busca-se humanos dispostos a ter esses animais como vizinhos.

A ilha já foi uma propriedade privada e ocupada de forma permanente, mas seus últimos donos a deixaram há 25 anos. Exercendo sua prerrogativa de compra, a Agência de Proteção Costeira da França a adquiriu.

Àquela altura, poderia ter sido criado no local uma reserva natural, mas optou-se por não fazê-lo e saiu-se atrás de um casal para administrar a ilha e a fazenda existente ali.

Foi assim que, em 2007, David e Soizic Cuisnier conseguiram um emprego raro: viver em uma ilha deserta e mantê-la em bom estado. Mas após dez anos, a família, agora com dois filhos, Chloé e Jules, está se preparando para partir.

O motivo é um conflito com a agência francesa sobre o aluguel cobrado. De qualquer forma, eles dizem precisar se mudar para que as crianças vivam perto de uma escola.

Há 20 candidatos para substituí-los, e o prazo para inscrições acaba de se encerrar. Seus sucessores serão indicados nas próximas semanas e devem se mudar com a virada do ano. Se a experiência de seus atuais moradores serve de base, os novos habitantes devem se preparar para uma época incrível de suas vidas.

"Se tivéssemos ouvido os conselhos das pessoas há dez anos, nunca teríamos vindo", diz David. "Morar aqui foi um ato de loucura, mas acabou sendo uma aventura maravilhosa. Transformamos a fazenda em um negócio de sucesso. Construímos uma família. Foi inesquecível."

A principal condição para o contrato dos Cuisniers é que eles teriam de garantir seu próprio sustento.

Então, ao longo dos anos, eles diversificaram suas atividades. Cultivam batatas, que vendem pela internet. Tem um casa aberta para visitantes por seis meses do ano. Criam ovelhas. Coletam algas marinhas comestíveis - ao deixar a ilha, eles pretendem abrir um negócio para cultivá-las.

De volta à natureza

O outro desafio foi usar apenas os recursos fornecidos pela ilha. Sua eletricidade vem de turbinas eólicas e painéis solares. A água é obtida de um poço, alimentado pela água da chuva. Os banheiros têm privadas a seco.

"Mostramos que é possível ter uma vida normal, moderna, e consumir apenas o que a natureza fornece. Temos todos os aparelhos eletrônicos que precisamos, inclusive um buggy elétrico para andar pela ilha", diz David Cuisnier.

O único problema é que a água pode ser consumida, mas não é considerada "potável" pelas regulamentações francesas, o que impede que seja usada em qualquer processo de produção de alimentos.

Por isso, o projeto do casal de criar uma pequena fábrica para fazer picles e outros alimentos a partir de alga marinha nunca engrenou.

Dez anos de aventuras

Uma noite passada com os Cuisniers é uma noite de histórias sobre a ilha e a vida da família ali. Cholé, de 7 anos, e Jules, de 5 anos, tiveram uma infância única.

Um dia, eles acharam quatro esqueletos na praia. O mar havia desfeito seus túmulos. A princípio, especialistas pensaram que eram ossos de soldados franceses. "Mas depois chegaram à conclusão que eram marinheiros comuns mortos em um naufrágio e levados pela maré até a costa", diz David.

De fato, há vários naufrágios no fundo do mar na região do arquipélago - o mais famoso é do navio de passageiros britânico Drummond Castle, que foi a pique em 1896, matando 350 pessoas.

Há também a história do balão irlandês. Certa noite, caminhando com as crianças, Soizic Cuisnier achou um grande balão em um matagal com uma mensagem escrita por um casal de Dublin que havia acabado de perder um bebê.

O balão fez parte do seu processo de luto. A família escreveu para os irlandeses e mantem contato com eles até hoje.

Mas e quanto aos momentos difíceis e à solidão? "É óbvio que tivemos nossas crises", diz David.

"Teve um ano em que todas as batatas foram comidas por coelhos. Por sorte, uma doença viral reduziu a população desses animais de 2 mil para os cerca de cem atuais."

Ele conta que, certa vez, sua mulher cortou a ponta de um dos dedos, e eles se impressionaram com a velocidade com que o helicóptero chegou para socorrê-la. Em 20 minutos, ela estava se consultando com um médico, "o que é mais rápido que o atendimento que ela receberia no continente".

E essa é a mensagem final dos Cuisniers: na ilha, você não está isolado do mundo. "Na verdade, temos telefone, internet, visitas constantes. Nunca nos sentimos sós."

Por G1

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Camião arrasta “chapa”, mata seis pessoas e fere outras na Matola

Foto de Cidadão Repórter
Foto de Cidadão Repórter
MOÇAMBIQUE - Pelo menos seis pessoas morreram e outras 11 contraíram lesões graves e ligeiras em resultado de um acidente de viação causado por um condutor de camião, com matrícula JFD 948 MP, na manhã de domingo (24), no município da Matola, província de Maputo.

O sinistro deu-se em Txumene, na Estrada Nacional número Quatro (EN4), numa altura em que um transporte semi-colectivo de passageiros do tipo minibus, com a chapa de inscrição AEB 027 MP, desembarcava gente numa paragem.

Segundo testemunhas, o “chapa” fazia o sentido cidade da Matola/Txumene e foi embatido na parte traseira pelo camião que supostamente circulava à lata velocidade.

Na sequência, o minibus foi arrastado por dezenas de metros, diante do desespero e dos gritos de socorro das vítimas. Durante várias horas o trânsito ficou condicionando.

O condutor do camião, pertencente à empresa Heymans Cole, colocou-se em fuga logo depois do acidente, abandonando as vítimas à sua própria sorte. Até ao fecho desta edição, ele continuava em parte desconhecida.

Por Verdade

Criador de píton é encontrado estrangulado ao lado de cobra

Foto: Divulgação 
MUNDO - Caso aconteceu nos Estados Unidos. Ele pode ter sido esmagado por cobra.
  
Um homem obcecado pela vida selvagem foi encontrado morto com "sérios ferimentos" ao lado de sua cobra de estimação, em Fleet, no estado americano de Hampshire. A polícia confirmou nesta terça-feira (26) que Dan Brandon, de 31 anos, morreu estrangulado. Os investigadores agora apuram se ele foi esmagado pela serpente píton.

Dan Brandon era descrito por amigos como um homem apaixonado pela vida selvagem: adorava cobras, aranhas, pássaros, e não raro publicava fotos com os animais nas redes sociais. Ele foi encontrado morto em casa, com o réptil fora de sua jaula.

"Nós fomos chamados para um endereço em Church Crookham. Um homem de 31 anos sofreu graves ferimentos e morreu no local. A morte não é tratada como suspeita neste momento. Uma investigação será preparada", informou um porta-voz da polícia de Hampshire ao "The Sun".

Com a comprovação da causa da morte por asfixia, os policiais confirmaram a suspeita sobre a cobra. A píton pode ter se envolvido pelo dono e o esmagado. A vítima foi reconhecida pelos pais.

Uma campanha de financiamento coletivo foi aberta no site JustGiving, em nome do amor de Dan Brandon pela vida selvagem. A arrecadação será revertida à organização WWF.

"Dan morreu inesperadamente em casa. Ele era obcecado por cobras, aranhas, pássaros, toda a vida selvagem. Dan... Vamos sentir muito a sua falta", lê-se na página.

Por Extra

No STF, defesas tentarão usar brecha para anular provas da JBS

Foto: Ailton de Freitas 
BRASIL - Forma como delação foi negociada será posta em xeque por advogados.

Alvos da delação premiada da JBS vão recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar anular as provas apresentadas pelos delatores. Ministros da Corte ouvidos pelo GLOBO dizem que há brecha para esse questionamento antes mesmo da aceitação da denúncia.

Parte dos magistrados admite que é possível anular provas e depoimentos neste momento, seja de forma parcial ou totalmente. O principal motivo para provocar eventual nulidade é a forma como a delação foi negociada, posta em xeque a partir da divulgação dos áudios dos delatores Joesley Batista e Ricardo Saud. A defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) deve adotar essa estratégia para tentar livrar o tucano das acusações.

— Tem espaço para se questionar as provas apresentadas pelos delatores da JBS. Faremos isso quando for aberto o prazo de manifestação para a defesa — disse José Eduardo Alckmin, contratado por Aécio, que responde a dois inquéritos abertos no STF com base na delação da JBS.

A delação da JBS também foi usada em outras investigações — entre elas, duas outras denúncias: uma sobre a suposta organização criminosa do PT e a outra, do PMDB no Senado. Há também um inquérito contra o senador José Serra (PSDB-SP) aberto com base na delação.

A brecha foi identificada na semana passada, durante o julgamento que decidiu enviar a denúncia sobre Michel Temer para a Câmara. No plenário, dois ministros disseram claramente que pessoas atingidas pelas delações podem questionar a licitude das provas. Outros dois mostraram-se abertos a essa possibilidade em casos específicos. Em caráter reservado, outros dois ministros ouvidos pelo GLOBO concordam com a tese.

— Eles podem questionar a partir da abertura do inquérito — avaliou um ministro.

Outro ministro ouvido pelo GLOBO pondera que a discussão sobre provas só pode ser feita a partir da abertura de uma ação penal — ou seja, em uma fase mais avançada das investigações, depois de apresentada e recebida a denúncia:

— Para discutir provas, o momento próprio é na ação penal.

As defesas devem alegar, por exemplo, que a delação foi negociada de forma ilegal. Para alguns advogados, há suspeita de que se trata de ação previamente articulada, com o objetivo de obter provas contra pessoas previamente determinadas.

Mesmo sem o pedido das defesas, o STF tem um encontro marcado com a questão. Fachin poderá levar para votação em plenário a rescisão do acordo de delação da JBS, proposta pela própria Procuradoria-Geral da República (PGR). Os ministros devem concordar com a rescisão e, a partir dessa decisão, poderão discutir se as provas são válidas ou não.

Sobre isso, os ministros se dividem. Alguns defendem que as provas sejam todas mantidas nas investigações, como recomenda o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. Outros acham que as provas podem ser mantidas, mas perderiam o peso — ou seja, não teriam força suficiente para justificar a condenação de algum investigado. Há, no entanto, outro grupo no STF que quer a anulação completa de todos os elementos trazidos na delação: depoimentos e provas.

— Vai ser tudo anulado. Quem vai ter coragem de condenar? Como confiar nessa delação? Tudo tem um lado bom. Isso foi bom para botar um freio de arrumação no absurdo que estava sendo feito — disse outro ministro.

AUTORIZAÇÃO PRÉVIA

No julgamento sobre o envio da denúncia de Temer para a Câmara, seis ministros disseram que, como o acordo foi celebrado entre os executivos da JBS e o Ministério Público Federal (MPF), a defesa do presidente não poderia questionar a validade da delação, por jurisprudência do tribunal. A discussão foi sobre o tema específico. Ficou decidido que o STF não pode se manifestar sobre o caso sem autorização prévia da Câmara. Somente se os deputados autorizarem, o tribunal poderá analisar as provas da JBS no momento em que for julgar a denúncia.

Em outros casos, porém, o entendimento do STF pode ser diferente porque não há necessidade de autorização prévia da Câmara para julgar parlamentares. Por isso, essa discussão pode ser antecipada a uma fase ainda de inquérito, antes da apresentação da denúncia por parte da PGR.

No plenário, Gilmar Mendes questionou a jurisprudência do tribunal. Ele ponderou que os acordos de delação normalmente são firmados para atingir outra pessoa. Para o ministro, o mais justo seria que o atingido pudesse questionar a validade da delação e das provas apresentadas pelos colaboradores antes mesmo da abertura de um processo judicial. E que o STF pudesse analisar a validade dessas provas. Gilmar defendeu que o tribunal reveja essa norma.

— Este é um contrato muito particular. Ele só existe para repercutir a esfera de terceiros. Firmamos jurisprudência impropria. É um contrato entre o Ministério Público e o delator criminoso, mas voltado a repercutir a esfera jurídica de terceiros. A mim me parece que essa questão será rediscutida — disse Gilmar, na quarta, em plenário.

Marco Aurélio Mello foi um dos que concordaram e votou da mesma forma, para que a pessoa atingida pela delação possa questionar as provas apresentadas a qualquer momento.

Por O Globo

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