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sexta-feira, 24 de julho de 2020

Coronavírus adia carnaval de São Paulo em 2021

Foliões e participantes do bloco Charanga do França, em Santa Cecília, centro de São Paulo, no carnaval 2020
© Carla Carniel/Estadão Foliões e participantes do bloco Charanga do França, em Santa Cecília, centro de São Paulo, no carnaval 2020

O vírus vem fazendo com que os eventos sejam todos adiados. É a melhor decisão a ser tomada. Desta vez foi o carnaval, segundo o Estadão. Veja abaixo:



Coronavírus adia carnaval de São Paulo em 2021

O carnaval de rua e os desfiles das escolas de samba de São Paulo serão adiados para uma data ainda a ser definida em 2021 por causa da pandemia do coronavírus, segundo informou nesta sexta-feira, 24, o prefeito da cidade, Bruno Covas (PSDB). Há proposta para que as festividades ocorram no fim do mês de maio ou em julho. De acordo com números da gestão Covas, a festa deste ano resultou em um ingresso de R$ 2 bilhões aos setores de comércio e de serviços na capital.

Na semana passada, Covas já havia suspendido as celebrações do réveillon na Avenida Paulista, também por causa da doença. Outros eventos, como a Marcha para Jesus e a Parada do Orgulho LGBT+, também foram cancelados. A Marcha havia sido adiada para novembro, mas segundo Covas os organizadores desistiram da ideia.


Covas fez o anúncio no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado, ao lado do governador João Doria (PSDB), enquanto os dois conduziam uma entrevista coletiva para dar informes sobre a situação da pandemia no Estado. A prova da Fórmula 1 na cidade teve o cancelamento, adiantado pelo Estadão, confirmado nesta sexta.

Foliões e participantes do bloco Charanga do França, em Santa Cecília, centro de São Paulo, no carnaval 2020 © Carla Carniel/Estadão Foliões e participantes do bloco Charanga do França, em Santa Cecília, centro de São Paulo, no carnaval 2020
“Apesar de a cidade sempre estar evoluindo no Plano São Paulo, ainda estamos enfrentando a pandemia”, disse Covas. "Tanto as escolas de samba quanto os blocos carnavalescos entenderam a inviabiliade da realização do carnaval em fevereiro", disse o prefeito.

O carnaval deste ano ocorreu às vésperas da chegada da pandemia na capital. Em 2020, segundo dados da Prefeitura, o público (flutuante) dos blocos de rua chegou a uma soma de 15 milhões de pessoas, isso sem contar os blocos pré e pós-carnaval.

Covas já havia se reunido com dirigentes das escolas de samba e com coordenadores dos principais blocos de rua da cidade nesta semana, quando a possibilidade de adiar a festa havia sido apresentada. A avaliação é que é praticamente impossível adotar protocolos de segurança para os foliões, o que não deixou outra alternativa senão postergar o evento até ser possível realizá-lo sem correr o risco de provocar nova onda de infecções.

Msn:
Estadão



quarta-feira, 6 de maio de 2020

Brasil registra 600 novas mortes por coronavírus em 24 h e bate recorde

 | Alex Pazuello/Semcom


ados do Ministério da Saúde desta terça-feira (5) mostram que o Brasil registrou 600 novas mortes em pouco mais de 24 horas, um número recorde. Também houve 6.935 novos casos confirmados no período.

O recorde anterior era de 474 mortes registradas em um dia, em 28 de abril, quando o Brasil ultrapassou a China em número de mortes e o presidente Jair Bolsonaro disse "E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre​", ao ser questionado sobre os números.

Antes da divulgação dos números pelo Ministério da Saúde, Bolsonaro disse nesta terça que, se houvesse uma queda no número de mortes no balanço do dia, seria um sinal de que "o pior passou".

"Eu não sei se hoje caiu o número de mortes, foi menor do que ontem, eu não sei ainda, mas, se foi, vai ser o sexto dia, se não me engano, consecutivo de queda no número de mortes. É um sinal de que o pior já passou", disse o presidente, em entrevista na porta do Palácio da Alvorada. "Peço a Deus para que isso seja verdade [a queda do número de mortes] e vamos voltar à normalidade."

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, foram registrados ao todo 114.715 casos confirmados da doença e 7.921 mortes.

Helder Barbalho anuncia 'lockdown' em 10 municípios paraenses

Pico da Covid-19 ocorrerá "entre maio e julho", diz Ministério da Saúde

No entanto, de acordo com especialistas, os números reais devem ser ainda maiores, já que há baixa oferta de testes no país e subnotificação. Segundo a pasta, 93 mil testes aguardavam processamento até domingo (3).

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, dessas 600 pessoas que morreram, 25 evoluíram para o óbito nesta terça e 99, nos dois dias anteriores. O restante ocorreu em outras datas. "Não são 600 mortes que aconteceram nas últimas 24 horas, mas uma mudança na classificação", reforçou.

Epicentro da crise, São Paulo já soma 34.053 casos confirmados e 2.851 mortes pelo novo coronavírus -dessas, 197 foram confirmadas nas últimas 24 horas, incluindo a de um bebê de um ano na cidade de São Paulo.

Wanderson evitou comentar projeções internacionais de aumento da doença no país, mas disse que é esperada uma alta de casos no outono e no inverno.

"Como nos não temos a história natural da doença do Covid-19 no Brasil, a nossa análise se dá considerando os vírus respiratórios. Todos os anos, entre outono e inverno, temos aumento de gripe", diz.

Segundo o secretário, os casos devem aumentar pelo menos até o fim de julho, quando se completa a 31ª semana epidemiológica. Ele também ressaltou o efeito positivo do isolamento, mas disse que ainda não é possível estimar sua intensidade.

"Não sabemos precisar o quanto dessas medidas não farmacológicas que estão sendo adotadas, como distanciamento social, lavar as mãos, uso de máscaras [influenciam], isso com certeza terá um impacto positivo na redução de outros vírus respiratórios, não somente coronavírus."

Em meio ao aumento nos números, o estado tem visto cair o índice de isolamento social, o que preocupa autoridades. Na segunda (4), o isolamento foi de 47%.

Depois de São Paulo, o estado com maior número de casos é o Rio de Janeiro, com 12.391 casos e 1.123 mortes.

Já quando analisados os dados de incidência da Covid-19, indicador que abrange o total de casos pela população, outros estados passam à frente. São eles Amapá, Amazonas, Roraima, Ceará, Pernambuco, Acre e Espírito Santo.

No Amapá, por exemplo, essa incidência é 2.283 casos por 1 milhão de habitantes. No Amazonas, é de 1.957 casos a cada 1 milhão.

Segundo Oliveira, a situação no Amazonas, no Ceará e em Pernambuco segue a tendência e o padrão é similar nessas regiões. "Já São Paulo e Rio de janeiro têm padrões mais distintos, não posso dizer que esteja no pico da crise."

O secretário chamou a atenção para Santa Catarina. "O padrão de curva é muito similar à de São Paulo", disse. "Isso denota que há alguma característica diferenciada de circulação mais intensa no estado de Santa Catarina". O estado já registrou 2.623 casos e 55 mortes.

O Ministério da Saúde não divulgou nesta terça a atualização detalhada sobre o perfil de mortes por Covid-19.

De acordo com Oliveira, 54% dos casos de síndrome respiratória aguda grave confirmados com Covid-19 ocorreram em pessoas com menos de 60 anos. "Já quando tratamos dos óbitos, esse padrão se inverte e chega a 69%."

Ele atribui o aumento nos casos de infecção entre jovens ao aumento na testagem. "É importante que todos saibam que os jovens também podem ser afetados e devem tomar precauções. É fundamental que entendam que é um vírus novo que estamos entendendo e conhecendo", disse.

Dados do ministério apontam que, de 7.579 hospitalizações confirmadas para Covid-19, cerca de metade foi de até seis dias. As demais foram de 6 a 48 dias.

Em UTI, a internação em geral tem sido de 14 a 16 dias mas pode chegar a 25 dias. "Em casos leves, as pessoas tendem a melhorar de 10 a 14 dias. Já os casos graves podem durar mais tempo. Essa é a grande diferença da síndrome pelo coronavírus, que é mais arrastada em comparação à da influenza."

Por:
diarioonline


Pará ultrapassa 5 mil casos de Covid-19 e total de óbitos chega a 392


 | Reprodução


O número de casos e óbitos registrados aumentou porque somente agora algumas prefeituras estão notificando a Sespa com dados de abril que ocorreram em seus municípios

estado do Pará registrou, na manhã desta quarta-feira (6), mais 261 casos de Covid-19 e mais 17 mortes em decorrência da doença.

Com o novo balanço da Secretaria de Saúde do Estado do Pará (Sespa), o número de vítimas fatais no Pará subiu para 392 e o número de casos alcanço 5.017 pessoas.


.


▶️ Homem, 60 anos, de Belém.
▶️ Homem, 69 anos, de Belém.
▶️ Mulher, 80 anos, de Belém.
▶️ Homem, 81 anos, de Belém.
▶️ Mulher, 86 anos, de Belém.
▶️ Homem, 94 anos, de Belém.
▶️ Mulher, 60 anos, de Igarapé-Miri.
▶️ Mulher, 59 anos, de Santa Cruz do Amari.
▶️ Mulher, 60 anos, de São Caetano de Odivelas.
▶️ Homem, 71 anos, de São Caetano de Odivelas.

Agora são 392 óbitos no Pará.

16 pessoas estão falando sobre isso

O aumento no número de casos e mortes desde a última terça-feira (05) é motivado pelas notificações repassadas somente agora por algumas prefeituras. De acordo com a Sespa, a maioria dos casos se refere à confirmação de testes positivos realizados no mês de abril.

Por:
 


SP supera 3 mil mortes e Doria decreta luto no Estado

O governador de São Paulo, João Doria, ao lado de autoridades de Saúde
© Bruno Ribeiro/Estadão O governador de São Paulo, João Doria, ao lado de autoridades de Saúde

O Estado de São Paulo superou a marca de 3.000 mortes pelo novo coronavírus nesta quarta-feira, 6, e o número fez o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), decretar luto oficial pelo tempo que durar a epidemia. O balanço divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde mostra que o Estado, epicentro da doença no País, tem 3.045 mortes e 37.853 casos confirmados.

A taxa de isolamento no Estado ficou em 47% nesta terça e em 48% na capital paulista. O número está abaixo de 50% e vem preocupando o governo. A meta é de 60% e o ideal, para evitar o colapso do sistema de saúde, seria 70%.

Doria e o coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus, David Uip, afirmaram não haverá condições de relaxar o isolamento social vigente no Estado caso esses números não sejam alcançados. "Infelizmente, não estamos atingindo essa meta", disse Doria.

O governador, entretanto, negou que o afastamento da meta tenha relação com o anúncio, feito por ele no último dia 22, de uma abertura econômica a partir do dia 10. Antes do anúncio, o isolamento ficou abaixo dos 50% em três datas. Após o anúncio, foram em nove dias. Para o governador, o principal fator que estimulou a baixa adesão foi o "mau exemplo" dado pelo presidente Jair Bolsonaro, que tem saído aos fins de semana e reunindo multidões em Brasília.

"O índice de isolamento é um índice importante, mas é (apenas) um deles", disse Uip , ao afirmar, por outro lado, que há outros fatores para determinar uma futura abertura do Estado, como a quantidade de leitos vagos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). A ocupação dos leitos no Estado como um todo, nesta quarta, é de 67,2%. Na região metropolitana da capital, é de 86,6%.

Doria afirmou que a Polícia Militar de São Paulo não fará a fiscalização do uso de máscaras nas ruas. O uso do material será obrigatório a partir desta quinta, 7, por determinação do governador. Na capital, o prefeito Bruno Covas (PSDB) publicou decreto determinando que essa atribuição ficaria com a PM, mas Doria disse que essa atribuição ficará a cargo das prefeituras.

"Não estou preocupado nem com empatia nem com simpatia. Estou preocupado com vidas", disse o governador, ao comentar a resistência de prefeitos a adoção das medidas.




Estadão

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Aumenta o número de pessoas usando máscaras de proteção contra o coronavírus em Florianópolis

Até o pet ganhou máscara para passear nas ruas da Capital


Eu me lembro dos primeiros dias lá pelo início de fevereiro de 2020 em Florianópolis, eu já andando de máscara e meu pessoal também. Ao entrar nos estabelecimentos e pelas ruas as pessoas riam de nós. Agora ando pelas ruas e nos estabelecimentos e vejo quase todos com suas máscaras. Engraçado. Mas, me sinto preparado para assumir um cargo público e cuidar da população, pois tenho seriedade técnica no que faço, e consigo prever com bastante antecedencia os fatos, baseado em fatos e estimativas verídicas. Veja a notícia abaixo:

A Guarda Municipal de Florianópolis (GMF) informou neste sábado (2) que aumentou no número de pessoas com máscaras após a determinação que tornou o uso obrigatório a partir do dia 1º de maio. Segundo Ivan Couto, comandante da Guarda na Capital, antes a percepção era que 50% da população estava utilizando o item. Agora são raros os casos de pessoas circulando sem a proteção.

— A percepção da Guarda Municipal com relação à adesão das pessoas, a partir do dia 1º de maio, com relação à obrigatoriedade do uso de máscaras na Beira-Mar Norte, Beira-Mar Continental e também no Centro, é muito positiva. A gente tinha a impressão de que 50% das pessoas estavam utilizando máscaras antes dessa determinação na orla da Beira-Mar. Hoje esse número subiu para 90% — disse Couto.


Quem é avistado sem a máscara recebe alerta sobre o uso obrigatório. Conforme Ivan Couto, as pessoas estão aceitando bem a orientação.
— Com raras exceções e agente vê pessoas de bicicleta ou correndo, que ainda assim são abordadas, orientadas e aceitam a regra de usar a máscara. No Centro, a maioria esmagadora já está usando.
O comandante da Guarda Municipal diz ainda que a cobrança vem partindo da própria população.
— É interessante perceber como a população está cobrando e exigindo que o outro também utilize a máscara. É importante ter essa conscientização.

Veja foto das pessoas pelas ruas da Capital:


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sexta-feira, 1 de maio de 2020

Por que a Bélgica tem a maior taxa de mortos por coronavírus do mundo

A Bélgica sofreu o pico da pandemia por coronavírus por volta de 12 de abril passado
© Getty Images A Bélgica sofreu o pico da pandemia por coronavírus por volta de 12 de abril passado


A Bélgica tem menos da metade das mortes dos países mais afetados pela pandemia de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. No entanto, sua taxa de mortalidade por essa doença é a mais alta do mundo.
Essa disparidade tem sido chamada de paradoxo da Bélgica, que até terça-feira, 27 de abril, havia registrado mais de 7,2mil mortes por covid-19.x
E, embora esse número esteja longe das mais de 55 mil mortes que os Estados Unidos haviam confirmado até então ou das mais de 20 mil na França, Reino Unido, Itália ou Espanha, a Bélgica tem o pior índice de óbitos por grupo de 100 mil habitantes.
De acordo com a Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, na Bélgica, 62 pacientes de covid-19 morreram para cada 100 mil pessoas. A população total do país é de pouco mais de 11 milhões de habitantes.
Nos EUA, que registraram o maior número de mortes por coronavírus no mundo, morrem 17 pessoas por cada 100 mil habitantes.
A alta taxa de mortalidade belga se deve à maneira como o país europeu passou a contar as mortes causadas pelo patógeno.
A Bélgica contabiliza não apenas o número de mortes confirmadas por coronavírus, mas também todos os casos suspeitos, incluindo todas as mortes ocorridas em casas de repouso.
Esse é um método diferente do usado por muitos dos países mais afetados pela pandemia, que contam apenas mortes por coronavírus que ocorrem em hospitais.
Na Bélgica, segundo dados oficiais, 62 pessoas morrem de covid-19 para cada grupo de 100 mil habitantes© Getty Images Na Bélgica, segundo dados oficiais, 62 pessoas morrem de covid-19 para cada grupo de 100 mil habitantes

'Ação imediata'

Cada país tem uma maneira diferente de contabilizar as mortes causadas por covid-19. No entanto, existe um padrão: a maioria contabiliza os falecidos que foram submetidos ao teste e deram positivo para o coronavírus.
O Ministério da Saúde da Espanha, por exemplo, conta de maneira regular apenas as mortes por coronavírus ocorridas em hospitais.
A Itália, por outro lado, conta aqueles que testaram positivo para o vírus, independentemente de a causa principal do óbito ter sido coronavírus ou outra condição.
A França fazia o mesmo, contando os mortos em hospitais. A partir de 2 de abril, no entanto, o país começou a incluir em seus relatórios as mortes em lares de idosos.
É assim que a Bélgica faz. O governo considera que a contagem de mortes confirmadas e também suspeitas torna possível combater melhor a doença.
A Bélgica passou a contar mortes suspeitas como óbitos causados por covid-19© Getty Images A Bélgica passou a contar mortes suspeitas como óbitos causados por covid-19
"Quando você não tem capacidade para testar todos, é muito importante contar as mortes que têm a covid-19 como causa provável", disse à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, o epidemiologista Steven Van Gutch, responsável pelo comitê científico do governo contra o coronavírus na Bélgica.
"A única diferença entre nós e outros países é que contamos os casos mais amplamente, o que nos permite tomar medidas imediatas", acrescenta Van Gutch.
O especialista explica que, devido a esse sistema "expansivo" de contabilização de mortes, o país foi capaz de detectar surtos de coronavírus em casas de repouso. "Graças ao nosso sistema de contagem, conseguimos resolver esse problema a tempo", diz ele.
Em 15 de abril, fontes oficiais revelaram que quase metade das mortes por coronavírus na Bélgica ocorreu em casas de repouso.

Debate interno

No mesmo dia 15, a primeira-ministra da Bélgica, Sophie Wilmès, explicou no Parlamento que "o governo decidiu ser completamente transparente ao relatar as mortes relacionadas à covid-19, mesmo que isso tenha causado um exagero nos números".
No entanto, o fato de a Bélgica estar no topo da taxa de mortalidade por coronavírus em todo o mundo foi analisado com reservas por outros especialistas.
A primeira-ministra da Bélgica, Sophie Wilmes, defendeu o método de contagem de mortes por coronavírus em seu país© Getty Images A primeira-ministra da Bélgica, Sophie Wilmes, defendeu o método de contagem de mortes por coronavírus em seu país
O virologista belga Marc van Ranst criticou duramente o sistema de contagem do governo em um programa de televisão local.
"Quase todo mundo que morre em casas de repouso, que geralmente são 100 pessoas por dia, em média, está sendo incluído nessas estatísticas. Acho isso um pouco estúpido", disse Van Ranst.
Steven van Gutch, que relata diariamente os números dos coronavírus na Bélgica, reconhece que o método foi criticado, mas acredita que isso será temporário.
"Pode parecer que temos uma taxa de mortalidade muito alta, mas, na realidade, nossos dados são comparáveis aos da França ou do Reino Unido, por exemplo. Quando os dados desses países (o Reino Unido contabilizava apenas os mortos em hospitais) forem revisados, veremos que as taxas de mortalidade são parecidas", estima Van Gutch.
"Entendo que alguns podem estar assustados, mas apenas tentamos ser o mais transparentes e honestos possível. Talvez tenhamos superestimado o número real de mortes, mas isso nos parece melhor do que fazer o contrário", acrescenta o cientista.
'As unidades de terapia intensiva belgas não excederam 58% de sua capacidade'© Getty Images 'As unidades de terapia intensiva belgas não excederam 58% de sua capacidade'

Cenário real

O fato de a maioria dos países contar apenas aqueles que apresentaram resultado positivo para coronavírus pode ocultar um número realmente maior de mortes.
De acordo com uma análise recente do jornal Financial Times, o número total de óbitos por covid-19 em todo o mundo pode ser 60% maior que os dados oficiais apontam.
Esse é o cenário que o governo belga deseja evitar. "Se você conta apenas mortes em um hospital, é como fechar um olho e apenas olhar o cenário com o outro", diz Van Gutch.
"Sim, nossa contagem nos torna o país com a maior taxa de mortalidade, mas nossas unidades de terapia intensiva, mesmo no pico registrado em 12 de abril, não excederam mais de 58% de sua capacidade", afirma o especialista.
© BBC
© BBCBBC News


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