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DICA DE VIAGEM: Bairro do Campeche (Florianópolis) - BRAZIL


Que tal um passeio maravilhoso pela Ilha do Campeche? | Candeias
Foto Internet

Campeche é um bairro e distrito de classe média alta do município brasileiro de Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina.
O distrito era antigamente chamado de Vila do Pontal. Foi desmembrado da Lagoa da Conceição pela Lei nº 4.805/95 de 21 de dezembro de 1995. A área total do distrito é de 35,32 km². Fazem parte dele o bairro Campeche e ainda os bairros Morro das Pedras e Rio Tavares.
O bairro é famoso por sua praia - a maior do sul da Ilha - e por ter sediado, no passado o primeiro campo de pouso de aviões de Florianópolis, contando com a presença frequente do escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry.

Nós estivemos visitando o bairro, passando por lá e tivemos a oportunidade de sentir a tranquilidade que é o local. O nome do Campeche foi, segundo historiadores, devido a presença de um vegetal chamado pau-campeche (Hematoxylon campechianum), da família das Fabaceae, utilizado como planta medicinal e para tinturaria de mesmo nome e que, a exemplo do pau-brasil, foi muito procurado no início da colonização e era abundante na Ilha do Campeche, que por isso tem esse nome. A ilha, por sua vez, deu o nome ao bairro.

Existe, porém, uma versão menos factual bastante conhecida envolvendo um visitante ilustre e frequente da região, o escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry. Durante a década de 20, o correio aéreo francês Sociêté Latécoère instalou no Campeche um campo de pouso que era utilizado para o reabastecimento dos voos entre Paris e Buenos Aires. O comandante da rota, Saint-Exupéry, aproveitava para descansar e fez amizade com os moradores da região. A lenda que ficou é que o nome Campeche provém do apelido francês que o visitante deu ao lugar: Campo de Pesca, ou seja, Champ et Pêche.


Visão geral da Praia do Campeche
Essa versão, porém, não se sustenta, pois em francês campo de pesca é domaine de la pêche e campo de peixe é champ de poissons. Assim, o nome não tem a ver com essa história, visto que Campeche já era usado em mapas desde o século XIX. De qualquer maneira, das aventuras de Saint-Exupéry restaram a fama do Campo de Pouso da Sociêté Latécoère, primeiro aeroporto internacional do sul do Brasil, e o nome da principal rua do balneário: a Avenida Pequeno Príncipe, homenagem à principal obra do escritor.

Durante o fim dos anos 80 e início dos 90, haviam um plano da Prefeitura de Florianópolis de transformar a planície do Campeche em um novo bairro tecnológico, "configurando uma cidade nova baseada no turismo e em “indústrias limpas”, ou seja, os parques tecnológicos teriam campus universitário, autódromo internacional, centro de convenções, shopping centers, etc.". Esse plano previa uma expansão urbana que chegaria a 450 mil habitantes no final da década de 2010. Após um conflito entre os planejadores e a comunidade, o plano acabou descartado, mas, nos trinta anos que passaram, o bairro se urbanizou e se tornou um dos principais balneários turísticos da cidade.

Praia
A Praia do Campeche, a maior em extensão do sul da Ilha, atrai todos os verões grande número de banhistas, apesar de a concentração de banhistas estrangeiros, sobretudo argentinos, ainda predominar nas praias do norte da Ilha, como Canasvieiras. Por ser uma praia oceânica, seu mar possui muitas ondas fortes e água gelada, características de outras várias praias oceânicas de Florianópolis.
Praia do Campeche: 3 motivos para conhecer o paraíso - Blog ...

Pousada Ilha Faceira | Campeche | Florianópolis | Santa Catarina

Recentemente, o Campeche tem se destacado por causa da explosão imobiliária, possuindo condomínios de luxo e points, como o Point do Riozinho que atrai milhares de moradores e turistas todos os verões.

Áreas de preservação
O distrito apresenta algumas áreas naturais protegidas por lei, entre elas as lagoas Pequena e da Chica. Além delas, toda a área de dunas e vegetação de restinga ao redor da praia estão preservadas por lei desde 1985 e incluídas no Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição

Referências
Campeche: praia de mar aberto e de maior extensão do sul da Ilha». NSC Total
A Cidade Nova do Campeche: uma perspectiva histórica dos projetos de futuro para Florianópolis a partir das memórias dos moradores do bairro» (PDF)
RIZZO, Paulo Marcos Borges. A natimorta Tecnopólis do Campeche em Florianópolis – delírio de tecnocratas, pesadelo de moradores. In: PIMENTA, Margareth de Castro Afeche. Florianópolis do outro lado do espelho. Florianópolis: Editora da UFSC, 2005
Decreto Municipal nº 112/85. Prefeitura Municipal de Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. Consultado em 07 de agosto de 2018.
Lei Municipal Nº 10.388, de 05 de Junho de 2018. Prefeitura Municipal de Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. 5 de Junho de 2018. Consultado em 07 de agosto de 2018.


Lagoa da Conceição em Florianópolis - Santa Catarina - Brasil



Estivemos visitando a Lagoa da Conceição em Florianópolis, SC. Lugar de gente bonita e maravilhosos para passar o dia sozinho ou com a família. Almoçamos, tomamos banho e passeamos pela orla da lagoa.



Lagoa da Conceição: Lagoa, mar, dunas, aventura, badalação, boa comida, e tem mais.
A Lagoa da Conceição fica na parte leste de Florianópolis, bem do lado que o sol nasce, com uma paisagem deslumbrante, é a maior lagoa de Florianópolis, mas é na avenida das rendeiras que nativos e turistas se encontram para entrar na água, fazer piquenique, curtir um stand up paddle, caiaque ou passeio de barco. 

Em sua visita a Florianópolis, dei uma chegadinha por lá.

Ministério Público chama reunião para discutir horários de bares ...


O QUE TEM PARA VOCÊ FAZER NA LAGOA DA CONCEIÇÃO

Parar no Mirante da Lagoa da Conceição e tira uma foto.
Passear até a Costa da Lagoa.
Caminhar pela Avenida das Rendeiras.
Surfar  na Praia da Joaquina.
Nadar ou caminhar na Praia da Galheta, que é uma praia de nudismo facultativo, e tem uma paisagem incrível.
Pegar um sol na Praia Mole.
Comprar “de um tudo” no segmento artesanato na feirinha da Lagoa da Conceição
Praticar Esportes Náuticos :
Voar de Parapente

DICAS:

Se você quer mesmo economizar, leve seu almoço ou seu lanche dentro de seu carro. Muitos dos locais de refeições ou alimentação são com preços bem salgados. Outra dica é vá depois do almoço você economiza com a alimentação.

Lagoa da Conceição - VivendoFloripa

Ande por todo o calçadão e contemple a natureza. 

Leve sua cadeira e sente em baixo das árvores ou na grama e leia aquele livro ou só fique contemplando o vento e a paisagem.

Estacione seu carro na orla é de graça e bem comodo. Difícil é achar uma vaga.

Nos restaurantes você encontra de carne a camarão, ostras e muito mais. Tem de tudo um pouco.

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A incrível experiência de ficar 8 dias em um barco pela Amazônia

O confortável barco Jacaré-Açu, minha casa nos próximos diasO trajeto entre Manaus e a cidade de Novo Airão dura apenas duas horas e meia de carro, por uma estrada que ganha mais e mais buracos à medida que se afasta da capital amazonense. A ruptura do sinal de celular é brusca: basta sair do perímetro urbano – e não adianta chacoalhar o telefone esperando por um risquinho de conexão com o resto do mundo. Mas isso parecia só incomodar a mim. 
Além de Fernando, o motorista, estavam no carro a advogada Ed, de Salvador, e o fotógrafo Hamad, do Kwait. Ela, numa escapada de uma semana do trabalho, queria fugir de qualquer notícia. Ele, chegando à metade de sua viagem de dois meses pelo Brasil, incluindo um mergulho no Carnaval carioca, buscava o silêncio da floresta. Outro carro, à nossa frente, trazia um casal de canadenses, o médico infectologista aposentado Robert e sua esposa, Carol. Eles já haviam rodado bastante por aí, mas a Amazônia era a última fronteira.
Novo Airão é o destino final para muita gente que visita a Amazônia. A simpática cidadezinha de cerca de 18 mil habitantes é o CEP de alguns dos melhores hotéis de selva amazônicos. O Anavilhanas Jungle Lodge está a 10 quilômetros do Centro; já o Mirante do Gavião fica ainda na cidade, mas no meio do mato. 
O que ambos têm em comum, além da arquitetura rústico-muito-chique, é a experiência na selva, aquele cardápio clássico que inclui explorações na floresta, saídas noturnas de barco para ver bichos, pesca de piranha, passeios de canoa pelos igarapés e até, na época da vazante, um dia na praia. Afinal, a localização é estratégica: o quintal de Novo Airão é o Parque Nacional de Anavilhanas, arquipélago formado por mais de 400 ilhas espalhadas pelo Rio Negro.
O caleidoscópio hipnótico formado da mata refletida nas águas do Rio Negro© Cindy Walk/Viagem e Turismo O caleidoscópio hipnótico formado da mata refletida nas águas do Rio Negro
Para nós, entretanto, Novo Airão seria apenas o ponto de partida para uma aventura mais ambiciosa: passar oito dias embarcados, deslizando suavemente pelo Negro, o segundo maior rio em volume de água do mundo (atrás apenas do Amazonas), na direção oposta a Manaus. No trajeto, além de Anavilhanas, estavam o Parque Nacional do Jaú e a Reserva do Xixuaú, acessível pelo Rio Jauaperi, pequeno afluente do Negro que marca a divisa dos estados do Amazonas e de Roraima. Diluídas nessa semana de viagem, viriam todas as experiências de um hotel de selva. Mas o hotel, nesse caso, passeava com a gente.
Nossa casa naquela semana era o Jacaré-Açu, um confortável barco de madeira no tradicional estilo regional amazonense que, junto com outra embarcação menor, o Jacaré-Tinga, pertence à Katerre, empresa que promove expedições regulares pela região do Rio Negro. O Jacaré-Açu tem 64 pés e três andares. No superior, há um deque com poltronas de madeira, redes e, de brinde, uma brisa amazônica. Nos outros dois deques estão as oito suítes, todas com ar-condicionado, camas de casal, banheiros com chuveiro quente e lençóis de algodão egípcio. Frescuras que aparentemente não combinariam com o cenário amazônico – mas que podem ser um incentivo para se lançar a essa aventura quando não se tem mais 20 anos. 
As refeições a bordo são um passeio pelos ingredientes regionais. Há sempre um peixe recém-saído das águas como opção – pirarucu, tucunaré, tambaqui, matrinxã… Do pato no tucupi com jambu que adormece a língua ao açaí salgado para comer com peixe, da mousse de cupuaçu ao fruto do tucumã consumido com cafezinho. Tudo o que saía da cozinha de Leda e Diana (treinadas pela chef Débora Shornik, que comanda o Caxiri, em Manaus, além do Flor do Luar e do Camu-Camu, em Novo Airão) tinha a simplicidade local e a universal capacidade de surpreender gente de São Paulo ao Kwait.
Rapidamente percebemos que, enquanto a cozinha traduzia a Amazônia em sabores, Samuel, nosso fantástico guia, se encarregava de verter a floresta em palavras. Naquela mesma tarde zarpamos, com a lancha pequena que servia de apoio ao Jacaré-Açu, para explorar os igarapés e igapós de Anavilhanas. Igarapés são pequenos braços de rio, e igapó, a floresta alagada nas suas margens.
Era fevereiro, meados da estação chuvosa, o tal do inverno amazonense. As águas escuras do Negro já haviam subido 6 metros em relação ao auge da estação seca, entre outubro e dezembro; no final de junho, ponto máximo da cheia, apenas o topo das árvores fica visível. É a melhor época para ver pássaros e outros animais, que acabam mais concentrados na parte seca, e para navegar floresta adentro em pequenas embarcações.
A proa do barco, Rio Negro adentro© Cindy Walk/Viagem e Turismo A proa do barco, Rio Negro adentro
Percorrer esses pequenos canais rasgando o Rio Negro tem efeito hipnótico: a vegetação refletida no escuro das águas vira um caleidoscópio. E, por ali, nada de mosquitos. A decomposição de nutrientes no solo torna o PH dessas águas tão ácido que funciona como repelente natural. 
E um banho no meio do Negro, coisa que fizemos ainda nesse primeiro dia, dá a sensação de mergulhar numa imensa xícara de chá. Abrir os olhos debaixo d’água é outra experiência estranha. Spoiler: se, àquela altura, eu já tivesse visto os amigos jacarés ou pescado piranhas, não teria pulado naquelas águas nem na marra.

Pausa em terra firme

O primeiro indício real de que aquilo era selva de verdade e não o Animal Kingdom viria naquela mesma noite. A proposta era quase infame: trocar a deliciosa cabine do Jacaré-Açu por uma rede no Mirante do Madadá, ainda em Anavilhanas. Seria a única chance de dormir em terra firme, mas eu não contava com uma imensa tarântula peluda como companheira. “Não é venenosa”, garantiu Samuel. A experiência serviu também para entender que o que os amazonenses chamam de “inverno” é realmente friozinho no auge da madrugada.
A região do Madadá não é segredo para quem se hospeda nos hotéis de selva de Novo Airão. No coração de Anavilhanas, o lugar é um bom laboratório de espécimes da selva, além de ter uma grande variedade de paisagens, como grutas impressionantes. Foi ali que Samuel, descendente dos índios Baniwa, por parte de mãe, e Baré, por parte de pai, fluente em nhengatu e tucano (segundo ele, um “inglês” falado como segunda língua por várias tribos), fez seu show.
O superguia Samuel Basílio© Cindy Walk/Viagem e Turismo O superguia Samuel Basílio
Em português e inglês perfeitos, demonstrava como fazer fogo com breu branco, também usado como perfume na indústria cosmética, ou como passar formigas elétricas na pele para disfarçar o cheiro “de gente” e não chamar a atenção dos bichos. Levou picada de mosquito ao se afastar do rio? Andirá é cicatrizante. Ficou com sede? Basta passar o facão no pau-d’água. Precisa de arco e flecha? Anote a receita: espinha de curupira para a haste da flecha, palmeira de inajá para a ponta, pau d’arco ou cabibi para o arco, fibra de envira para a corda e arremates. Em minutos, arco e flecha se materializam.

Mistérios & Surpresas

E a nave vai em direção ao Parque do Jaú, e aparecem histórias curiosas… Velho Airão, nascida no Brasil Colônia como missão jesuítica, já foi entreposto comercial no ciclo da borracha, em fins do século 19, e é hoje uma cidade fantasma, cheia de ruínas. Tem um só morador: o eremita japonês Shigeru Nakayama, de Fukuoka, que chegou ali em 2001 e assumiu o posto de guardião das ruínas. Perto de lá, um sítio arqueológico desaparece na cheia do rio e guarda petróglifos ainda pouco estudados.
A bela samaúma gigante do Parque do Jaú© Cindy Walk/Viagem e Turismo A bela samaúma gigante do Parque do Jaú
A vida a bordo seguia boa demais, com pequenas surpresas, como ter o barco recepcionado de manhã por um simpático filhote de jacaré ou ver um pacu aterrissar ao lado do facão da cozinheira Diana. Já as grandes surpresas aconteciam nas saídas noturnas na pequena lancha. 
Eu já havia feito outras focagens de jacaré, em que os guias apontam a lanterna para as margens do rio para identificar os animais e até pegar um deles – em geral, filhote – para o turista ver de perto. Mas ainda não tinha visto um guia literalmente falar com jacarés. E receber resposta, no mesmo som gutural da pergunta. Em algum momento do passeio, Samuel diz, ainda, “Estou sentindo cheiro de cobra”. De fato, havia uma jiboia pendurada na árvore ao nosso lado.

Gente de Xixuaú

No quarto dia de viagem, Tito, o capitão, conduz o barco para outro cenário. Do largo Rio Negro, passamos a navegar no Jauaperi, mais estreito e cheio de ilhotas. Entramos na Reserva do Xixuaú, onde veríamos as histórias humanas que faltavam para completar a aventura. A Vila de Moura é a porta de entrada ao Jauaperi e o único ponto da região ao qual se chega em barcos de linha, um trajeto de 24 horas a partir de Novo Airão. 
O lugar tem 564 habitantes, 232 dos quais frequentam a escola local, que vai até o ensino médio. Maria Nazaré da Silva Barbosa, a Tia Nazaré, é copeira e também aluna. Aos 61 anos, sonha ser professora. Percorremos a vila de ruas poeirentas, galinhas soltas e casinhas coloridas com um objetivo: achar o mercadinho que vende material de desenho para levar aos alunos de escolas de lugares ainda menores, nas profundezas do Xixuaú.
Foram horas de navegação, conversas deliciosas e churrasco de matrinxã no deque, até chegarmos, no final daquela tarde, à Vila do Xixuaú, uma comunidade de 15 famílias e a tal escola. O Xixuaú está se organizando para receber turistas. Cerca de 50 pessoas estão envolvidas com uma cooperativa que mantém uma pousada e faz passeios na região. Na liderança da operação bancada por ONGs italianas estão o nativo Francisco Alves dos Santos Nascimento e sua esposa, a bióloga italiana Emanuela Evangelista, que veio de Roma há 25 anos estudar as ariranhas e ficou.
Criançada na vila do Xixuaú© Cindy Walk/Viagem e Turismo Criançada na vila do Xixuaú
Na escola que leva o nome do pai de Francisco estudam 14 crianças, entre 4 e 11 anos, sob a batuta do professor Diogo Pacheco, que deixou esposa e filho em Novo Airão e topou passar o ano letivo ali pela “facilidade de comunicação”, o que, na prática, significa um orelhão da Embratel liberado para chamadas, no centro do vilarejo. 
Sempre em companhia do simpático povo local, exploramos o Xixuaú em canoas, caminhamos em lindas praias, pescamos piranhas que viraram ensopado no almoço, colhemos camu-camu do pé para as caipirinhas da happy hour, vimos botos-cor-de-rosa, aves, macacos e jacarés gigantes. 
E, sobretudo, entendemos o significado de turismo sustentável, ao visitar outra escola, a Vivamazônia, em Gaspar, vilarejo em que moram apenas duas famílias, mas que atende a outras pequenas vilas. A escola, fundada pelo escocês Paul Clark, recebe investimentos da Katerre, que apoia ainda outros projetos, como a FAM (Fundação Almerinda Malaquias), em Novo Airão, e emprega gente da região.
A Vivamazônia, em Gaspar© Cindy Walk/Viagem e Turismo A Vivamazônia, em Gaspar

Conectado com o quê?

Nesse ponto em que estávamos do Rio Jauaperi, a água é mais cristalina, o solo mais argiloso e as árvores mais altas. Samuel nos explicava isso, ao passo que, na velocidade de um curupira, ia coletando varas, cipós e folhas. Nosso último passeio na selva acabou à beira de uma prainha e, finalmente, entendemos o porquê da coleção de espécimes. 
Não apenas chegávamos ao lugar em que ia acontecer mais um delicioso churrasco como absolutamente tudo – da churrasqueira aos pratos e talheres – foi confeccionado por Samuel. O inacreditável churras à moda indígena ofuscou a atração mais esperada do dia: a hora de se conectar ao primeiro e único wi-fi da viagem, na Vila de Itaquera.
O que fazer nessas horas? Postar no Instagram? Checar e-mails? Mandar nudes? Escrevi uma única mensagem para dizer que estava viva, guardei o celular e fui andar pela vila, entender o que fazia o macaco Nicolau ser tão arredio, por exemplo. Depois de quase uma semana de total desconexão, o real me parecia bem mais real. Teríamos apenas um dia de navegação para voltar a Novo Airão. A vida como conhecemos podia esperar.

→ Como navegar pelos rios da Amazônia tendo Manaus como ponto de partida

Em barcos adaptados

Explora o Rio Negro para além de Anavilhanas, em que quase não há turismo. São dois barcos: o Jacaré-Açu, testado nesta reportagem, para 16 passageiros, e o Jacaré-Tinga, para até 8. Os dois fazem 6 expedições com saídas regulares e duração de 3 a 7 noites por regiões do Rio Negro. 
Os barcos podem ser fretados para roteiros sob medida. A Katerre é dona do hotel de selva Mirante do Gavião, em Novo Airão, que pode ser combinado aos roteiros. 
Faz cruzeiros de 2 noites pelo Rio Amazonas, de 3 pelo Negro, e de 5, combinando os dois, em sistema all-inclusive. No MV Clipper, barco mais simples, os 16 passageiros ficam em 8 cabines climatizadas, com beliches e banheiro. O MV Premium é mais luxuoso. Tem 16 suítes, com cama de casal (ou duplas), ar-condicionado e banho quente.
São dois roteiros pelo Rio Negro no barco Tucano, para 16 passageiros. O de 6 noites vai até o Rio Jauaperi e o de 4 explora Anavilhanas.

Em um hotel flutuante

Da rede espanhola Iberostar, o hotel flutuante leva 150 pessoas em 75 cabines e é uma opção menos aventureira. Combina comodidades a bordo, como piscina, jacuzzi, spa e até boate, com passeios tradicionais de hotel de selva. O cardápio é regional. Os roteiros entre o Rio Negro e o Solimões são de 3 e 4 noites – ou de 7 na combinação dos dois. 

Viagem e Turismo
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Tailândia: O polêmico Tiger Kingdom em Chiang Mai

O zoológico que os turistas procuram para tirar fotos com os tigres


Este é um dos lugares polêmicos da Tailândia que recebe críticas pela possibilidade de haver maus-tratos com os animais. Outra suposta denúncia é que os tigres são sedados para que os turistas paguem para fotografar ao lado deles nas jaulas. Eu sempre ouvi diferentes pontos de vista sobre esse assunto e quis conhecer de perto para saber o que realmente se passa neste zoológico e poder opinar sobre a situação dos animais. Vou explicar como o Tiger Kingdom (Reino do Tigre) funciona e o que eu observei sobre a realidade do lugar.

Vale a pena sustentar um lugar assim para tirar fotos para o Instagram?


COMO CHEGAR?

O Tiger Kingdom fica a 15 km de Chiang Mai e, para chegar lá, não existem linhas de transporte público. A opção é contratar um transfer que é oferecido nas diversas agências de tour da cidade. O preço foi de 100 baht (ida e volta) por pessoa em dezembro/2016.

Recepção do Tiger Kingdom


VISITAÇÃO

O Tiger Kingdom funciona diariamente de 8h às 18h. Existe a possibilidade de apenas ver os animais dentro das jaulas como em um zoológico comum (250 baht, em 2016) ou entrar nos recintos e ter contato direto com os tigres, acariciando e tirando fotos ao seu lado. Os tigres são divididos por idade (tamanho) para determinar os preços: Giant Tiger; Big Tiger; Tigre médio; Tigre pequeno; Tigre Branco e filhote. Há uma taxa extra para usar um fotógrafo profissional do zoo, mas você pode usar sua própria câmera e o treinador que te acompanha no recinto tira as fotos sem nenhum custo extra. Os preços atualizados estão no site https://www.tigerkingdom.com/chiangmai .

Cada tipo de tigre é classificado pelo tamanho e idade


TIGER KINGDOM

Afinal, qual é a realidade desse zoológico? Antes de qualquer "pré-conceito", primeiramente vamos entender a sua proposta. O Tiger Kingdom é um zoológico bem estruturado e que "vende seu peixe" afirmando que o trabalho visa a educação das pessoas sobre os tigres para a sua preservação. Entender o animal seria uma forma de evitar a sua caça e o extermínio.

O Tiger Kingdom tem uma estrutura de zoológico



Em cada jaula existe uma placa com informações detalhadas sobre os tigres


E a denúncia de que os animais vivem sedados para permitir as fotos dos turistas? A resposta foi uma surpresa para mim. Os condutores afirmaram que os tigres não eram sedados! Explicaram que o tigre é naturalmente um animal que passa o dia inteiro dormindo ou descansando e que é ativo somente à noite para caçar. Eles também explicaram que, tendo sido criados em cativeiro desde filhotes, eles se acostumaram ao contato com humanos e que, especialmente antes da visita dos turistas, eles são bem alimentados.
Os condutores afirmam que os tigres não são sedados. Será verdade?


Também afirmam que os tigres são mansos porque foram criados em cativeiro desde filhotes


Clínica e maternidade para tigres. Aparentemente, os animais são bem cuidados


FOTOS COM OS TIGRES

Mas será que o tratamento que eles alegam com os animais realmente é verdade? Para tirar a prova, fui ver de perto como funciona o procedimento de tirar fotos com os tigres. Paguei apenas para fotografar com um tigre médio (o mais barato!). É possível também transitar e observar outras pessoas tirando fotos com os tigres.

O condutor entra primeiro no recinto com o animal


Depois de posicionar o tigre, ele dá as orientações


No mesmo recinto haviam dois tigres, um comigo e o condutor e outro como outro condutor e turistas. Ambos os condutores portam apenas uma vara de bambu, mas em momento nenhum eu vi eles batendo no animal, usavam apenas para levantar a cabeça do tigre para as fotos. Ele primeiro posiciona o animal e depois orienta que eu me aproxime por trás. O tigre estava bem devagar, comportamento diferente do que se espera de um felino ágil como ele. Por várias vezes ele deitava e dormia. Era difícil de acreditar que isso era um comportamento natural e que ele não estava sedado.

Por segurança, a aproximação é feita por trás do animal


Era difícil de engolir a história de que o tigre não estava sedado


Posso estar errado, mas acho difícil um tigre apresentar tanta sonolência em contato com as pessoas, mesmo sendo um animal de hábitos noturnos. Acho que a maior prova que tive que esse "sono" não é normal foi ao observar os filhotes. Os tigrezinhos não conseguiam nem levantar a cabeça. Os condutores sacudiam brinquedos para o filhote ficar atento. Eles levantavam a cabeça e olhavam como se estivessem bêbados, logo depois deitavam de novo.

Observei de longe o tratamento para tirar fotos dos filhotes com turistas


CONCLUSÃO DO QUE OBSERVEI

Eu não sou radical com lugares que usam animais para o turismo e acho errado o comportamento das pessoas que agem com radicalismo ao falar sobre esse assunto ou condenar quem tira fotos em zoológicos. Gosto de animais e sei que é possível criá-los em cativeiro sem maus-tratos. Cada caso é um caso e é preciso avaliar as condições do lugar, o tratamento do animal e o seu histórico. No Brasil, já presenciei reservas ecológicas e quartéis do Exército que possuíam onças que eram apreendidas de contrabandistas quando filhotes e foram criadas em cativeiro. Tal atitude preservou a vida do animal que não teria condições de viver sem a mãe e que perdeu o instinto da caça. Os animais eram bem alimentados, recebiam bom atendimento veterinário e eram adaptados e felizes à realidade do cativeiro. O custo de se manter um animal assim é caro, por isso, muitos são exibidos em zoo para que sejam sustentados com dinheiro do ingresso. É possível ter animais bem cuidados em zoológicos como também é possível que sejam maltratados e mau alimentados. Cada caso é um caso.

O Tiger Kingdom é um lugar bom ou ruim para os tigres?


No caso do Tiger Kingdom, eu entendi a proposta do lugar e observei que o zoológico tem uma boa estrutura de limpeza, organização, cuidados veterinários e os animais aparentavam estar bem alimentados. Também vi treinadores realizando atividades físicas com eles, sacudiam varas com folhas para eles brincarem (como gatos!) e nadavam em uma piscina. Se esses tigres foram retirados de seus habitats naturais para serem criados no zoo, sou contra. Sobre o fato de não sedarem os animais, isso me pareceu mentira. Acho que os animais recebem sedativos para o momento das fotos pois estavam muito "molengas" e com uma sonolência muito estranha. Essa é minha opinião.

Treinadores praticando atividades físicas com os tigres


O comportamento sonolento durante as seções de fotos sugere que eles são sedados


Outra questão a se considerar sobre os zoológicos é que eles não são as melhores condições para um animal viver, considerando suas características e comportamento natural, por isso, o modelo ideal para educar as pessoas sobre animais selvagens é o safári, muito comum nos países africanos e que deveria ser popularizado no mundo. É claro que, como eu falei, existem casos em que os animais são apreendidos de caçadores ou contrabandistas, e acabam sendo criados em cativeiro. Como cada caso é um caso, devemos analisar e não agir com histeria sobre o assunto. No caso do Tiger Kingdom, é bom analisar o que eu observei e tomar a sua decisão antes de visitar. Qual a sua opinião?


Manter os animais presos em jaulas não é a forma correta de cuidar


Essa história de que os tigres não eram sedados não estava me cheirando bem!


Se for para tirar foto para o Instagram, que seja assim: é uma placa!



Cabe a você analisar essas informações e tomar a decisão mais ética



Por:
A Mochila e o Mundo







Tailândia: Uma aventura na lendária Ponte do Rio Kwai

Evento da Segunda Guerra Mundial que inspirou um dos maiores filmes da história



Na cidade tailandesa de Kanchanaburi, perto da fronteira com o Myanmar, existe uma ponte construída durante a Segunda Guerra Mundial e com uma história tão fantástica que inspirou o filme chamado A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai, de 1957). O roteiro foi baseado em um romance de 1952 que conta a história de prisioneiros de guerra britânicos capturados pelos japoneses que recebem a ordem de construir em plena selva uma ponte de transporte ferroviário sobre o rio Kwai Yai. O filme é considerado um dos maiores clássicos do cinema, ganhador de 7 Oscars e sendo eleito o 13° melhor filme da história dos EUA pelo American Film Institute.


Modelo de trem que era usado na antiga ferrovia


COMO CHEGAR?

Para chegar na ponte a partir de Bangkok, é possível pegar um táxi (80 baht) para o Terminal Sai Tai Mai e tomar um ônibus para Kanchanaburi (110 baht). Existem ônibus de 5h às 22h (saídas a cada 15 minutos).

Mas como meu objetivo era conhecer de perto a realidade da Tailândia e viver um pouco daquela história da ponte, minha opção foi chegar lá de trem, pela estrada de ferro histórica. O trem para Kanchanaburi sai da Estação de Thon Buri em Bangkok, do outro lado do rio. Para chegar na estação é possível pegar táxi (peça sempre o taxímetro), tuk tuk ou a opção mais barata: o ferry. Da estação Tha Phra Chan, atravessei de barco para a estação de ferry de Thon Buri. A travessia de ferry custou 3 baht. Já do outro lado do rio, caminhei eté a estação, passando por trás do mercado e aproveitei para comprar o café da manhã: uma palma de banana por 20 baht. Valores de 2016.

Travessia de ferry junto com os monges budistas


O caminho para a estação passa pelo Mercadão de Thomburi



Na Estação de Trem de Thon Buri, o trem para Kanchanaburi é o de número 257, partindo às 07h40. Não tem reserva, é chegar, comprar com destino a Nam Tok e desembarcar em Kanchanaburi. O trem percorre 138 km e chega por volta das 10h45. Outro horário de saída do trem de Thon Buri seria apenas às 13h55 (trem 259).
O trem para Kanchanaburi sai da Estação de Thon Buri


O trem é simples, com bancos de madeira


MUSEU DA FERROVIA DA MORTE

O museu está em frente à Estação de Kanchanaburi onde eu desembarquei. A ponte faz parte da chamada Ferrovia da Morte (Death Railway), construída durante a Segunda Guerra Mundial quando a Tailândia foi invadida por tropas japonesas. A construção da linha férrea buscava ligar a Tailândia à Birmânia (hoje Myanmar) e foram usados prisioneiros de guerra para isso. No museu estão expostos objetos pessoais dos prisioneiros, fotos, vídeos, depoimentos, máquinas e até veículos utilizados na época. Ao entrar no museu, ganhei um chá de cortesia. Não pode fotografar no interior. A entrada custou 140 baht (dezembro/2016). Mais informações no site do museu: http://www.tbrconline.com/

O museu fica perto da estação e do cemitério


Algumas cenas são simuladas por bonecos no museu


CEMITÉRIO DA GUERRA

Do outro lado da rua do museu está o cemitério onde foram sepultados cerca de 7 mil combatentes australianos, britânicos e holandeses. A construção da ferrovia, que deveria durar 5 anos, não chegou a 3 por causa das dificuldades. Originalmente, os mortos foram enterrados ao longo do trajeto da ferrovia, mas o registro permitiu identificar os restos mortais e trazê-los para o cemitério. Cada placa possui uma mensagem da família. A entrada do cemitério é livre e existe uma placa informando que, caso tenha alguém cobrando a entrada, o turista deve procurar a polícia. Também há um cemitério chinês, em estilo próprio. 

Entrada do Cemitério da Guerra de Kanchanaburi


Prisioneiros de várias nacionalidades morreram na construção da ponte


Cerca de 7 mil mortos na Guerra que forma sepultados aqui


A PONTE DO RIO KWAI
Do cemitério, fui caminhando até o local da ponte, que fica a 2,7 km (35 min andando). Originalmente, a ponte foi construída de madeira (como pode ser visto no filme) e destruída por aviões aliados em bombardeios. O Japão encomendou vigas de aço da Birmânia para uma segunda tentativa na construção, mas também foi destruída por aviões aliados em 1945. Algumas dessas vigas estão incorporadas na estrutura da ponte atual. O local da ponte original não é o mesmo cenário do filme que, na verdade, foi filmado no Ceilão (hoje Sri Lanka) e não na Tailândia.


A Ponte do Rio Kwai original


No largo em frente à ponte havia um letreiro relembrando sobre a II Guerra Mundial


A ponte também é usada por pedestres para cruzar o rio


Momento de reflexão sobre aquela ponte histórica sobre o rio Kwai Yai


Parte da estrutura está ali desde os tempos da Guerra


TEMPLO CHINÊS
Ao atravessar a ponte, descobri uma atração que eu não esperava: um incrível templo chinês aberto ao público. O estilo de arquitetura e combinação de cores é bem diferente dos templos tailandeses. Possui um belo jardim com estátuas e flores. É interessante observar a suástica representada na arquitetura do templo e até nas estátuas de buda no edifício principal, mostrando que este é um símbolo muito mais antigo que o nazismo e que sua simbologia é bem diferente do que era representada na guerra.


Templo Chinês de Kanchanaburi


O jardim do templo é todo decorado, tendo até um lago artificial


Três budas no altar principal do templo


A suástica no peito da estátua demonstra a simbologia sagrada mais antiga que o nazismo


A suástica presente em detalhes da decoração do templo


Em frente ao templo chinês existe essa tumba exótica e macabra identificada como de um soldado chinês. Não estava aberta e não havia placas explicando mais detalhes.


A placa sugere que o local é um memorial


A estranha tumba do soldados chinês


ESTAÇÃO DA PONTE DO RIO KWAI

O momento mais esperado do dia ainda iria acontecer. Por volta das 14h20 o trem retorna de Nam Tok em direção à Bangkok (Thon Buri) e para em uma pequena estação localizada após a ponte. Ao ouvir o apito do trem, os poucos turistas que estavam no local se aglomeraram para observar o trem atravessando a ponte histórica. Eu fiquei em um dos recuos no meio da ponte para presenciar aquela cena de perto. 


A pequena estação da Ponte do Rio Kwai


O trem se aproxima lentamente para atravessar a ponte


Depois de décadas, a lendária Ponte do Rio Kwai ainda é usada



Assim que o trem passou pela ponte, fui correndo de volta para a estação pois aquele mesmo trem seria o meu transporte para Bangkok. O ticket só é vendido 30 min antes do embarque. O trem 259 para Thon Buri parte de Kanchanaburi nos horários de 10h25 e 14h40. Tudo deu certo e consegui embarcar, chegando em Bangkok por volta das 17h40.

Missão cumprida naquela ferrovia histórica da Tailândia


A FAMOSA TRILHA SONORA

O mais marcante de A Ponte do Rio Kwai talvez seja a marcha que faz parte da sua trilha sonora. Ela foi escrita em 1914 por Kenneth J. Alford e adaptada para a trilha sonora do filme pelo compositor britânico Malcolm Arnold. Ele teve pouco tempo para compor a trilha que seria usada no filme e chegou a afirmar que seria "pior trabalho que já teve na vida" do ponto de vista do tempo. No final foi premiado com o Oscar de melhor trilha sonora. Veja abaixo uma das cenas mais famosas do filme, quando a tropa de prisioneiros britânicos chega no campo assobiando a marcha:

Cena do filme Bridge on the River Kwai (1957)


Fonte:

A Mochila e o Mundo





Ucrânia: O balneário do Mar Negro em Odessa

Explorando o litoral cheio de atrações e com animais marinhos



Desde a antiguidade, o mar sempre teve uma importância na vida cotidiana da cidade de Odessa, através de comércio ou guerras, mas atualmente o mar só traz alegria com suas praias e entretenimentos à beira do Mar Negro. Para explorar aquele litoral, resolvi ir para a praia mais distante e retornar a pé até o centro histórico. Foram cerca de 5 km de caminhada, nada de absurdo 😉.


COMO CHEGAR?

Para começar minha caminhada pelo litoral eu teria que me deslocar até a Praia de Arcadia, uma das mais movimentadas e também a mais distantes do centro. A maneira mais econômica e bem tranquila de chegar lá é utilizando o bonde elétrico N°5. Arcadia fica no ponto final da linha. A linha 5 não passa no centro histórico de Odessa, eu embarquei em frente a Estação de Trem, neste ponto.


O preço da passagem no bondinho foi 30 Hryvnia (R$ 3,60)


Os bondes elétricos são velhos mas limpos e com pessoas civilizadas


ARCADIA BEACH

A mais badalada praia de Odessa tem acesso através de um calçadão cercado de lojas, bares, restaurantes, night clubs e outras atrações. Um lugar bem diferente daquela Odessa histórica que eu estava vivendo no centro da cidade. Os melhores resorts de luxo estão nessa região.


Portal que dá acesso ao calçadão até Arcadia Beach


Um ambiente moderno e cercado de resorts de luxo


Pois é, o Burguer King da Ucrânia se chama Big Burguer 😕


No final do calçadão, já chegando à beira mar, existe um parque aquático na esquina chamado Hawaii, que funciona diariamente das 9h às 19h. Ali é o ponto que bifurca para a Ibiza Beach (direita) e Arcadia Beach (esquerda). É uma área de badalação, com muitos bares e pouca faixa de areia.


Entrada do parque aquático Hawaii


Segui andando pela praia de Arcadia que é fracionada em praias menores, com estreita faixa de areia, ocupada por espaços dos hotéis e por casas noturnas. Percebi que a água ali possui muito musgo e algas, perde de longe para a beleza das águas brasileiras.


O verão europeu atrai muita gente para o litoral do Mar Negro


Curioso: as europeias não gostam de marca de biquíni 😮


A curta faixa de areia e as algas demonstram que Arcadia Beach é boa só para balada, pelo menos para os brasileiros




DOLPHIN BEACH

Depois de Arcadia, o caminho que beira as praias é perfeito para pedalar. É uma longa ciclovia que passa num terreno mais alto do que a areia, havendo mirantes das praias em alguns pontos. Nessa área se passa pela Dolphin Beach e outras praias menores que são mais tranquilas do que a badalada e superlotada Arcadia.


Em alguns pontos existem mirantes das praias


Quanto mais distante de Arcadia, mais tranquilas são as praias


PRAIA DE NUDISMO


Existem duas praias de nudismo entre Dolphin e Arcadia, perto de Chkalovskyi sanatorium. A primeira cheia de pedras e pessoas estranhas e a segunda mais familiar.


Seguindo por uma trilha é possível observar a praia de nudismo do alto



VIDRADA BEACH

Por um longo trecho o caminho passa por meio da mata, não sendo possível ver o mar, isso devido a ser uma região de Yate Clube. Quando os Cable Cars aparecem no caminho é sinal de que está chegando em Vidrada Beach. Ao observar uma placa de restaurante com detalhes da bandeira do Brasil, resolvi ir até lá ver se acharia algum brasileiro. Acabei almoçando naquele restaurante, mas nenhum funcionário sabia explicar o motivo daqueles traços da bandeira.


O Cable Car cruza o caminho em direção à praia


O restaurante Puo tem como logomarca duas sandálias cravadas na areia que formam a bandeira do Brasil, mas ninguém sabia o motivo


OTRADA BEACH

Logo depois de Vidrada começa a Otrada Beach, marcada pelo letreiro na Yellow Stone. A partir dessa praia a civilização começa a se aproximar novamente e dá para perceber que está perto do centro, com diversos restaurantes, bares e pessoas disputando espaço na areia.


A Yellow Stone é o símbolo de Otrada Beach


DOLPHINARIUM NEMO

Localizado próximo ao centro de Odessa, o Nemo está entre os 5 melhores da Europa. O mais interessante é que o Dolphinarium Nemo não é apenas uma casa de shows aquáticos, mas também é um resort voltado para o tratamento médico através de um programa de terapia com golfinhos que trabalha problemas de estresse e reabilitação de crianças com distúrbios do desenvolvimento. Mas naquela tarde eu estava lá para ver o show! O Dolphinarium funciona diariamente de 10h às 20h (até 23h aos sábados) e me custou 300 Hryvnia (R$ 35) a entrada.


Externa ao dolphinarium, há uma área de duchas que refrescam os banhistas


Nemo é considerado um dos melhores shows de golfinhos e outros marinhos animais na Europa


No verão, o dolphinarium recebe até 1.000 visitantes por dia


Um dos momentos mais exóticos: um leão marinho dança com uma menina


Dizem que "se Odessa é a pérola do Mar Negro, Nemo é a pérola de Odessa"


Os golfinhos mostram a inteligência em diversas performances com as treinadoras


Golfinhos impulsionando a treinadora ao ar!


Parecem efeitos especiais, mas são golfinhos treinados que fazem isso


Combinação da capacidade de adestramento e do equilíbrio


Depois do show, a caminhada beirando o Mar Negro


MONUMENTO AO MARINHEIRO DESCONHECIDO


No final do percurso pelas praias existe um parque arborizado, já no caminho para a cidade, que a exemplo do que temos em vários lugares do mundo, inclusive em Kiev e até mesmo no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro que existe o popular "Monumentos dos Pracinhas" em que o túmulo do soldado desconhecido representa, na verdade, todos os soldados que lutaram na guerra, em Odessa não é diferente. Bem, em Odessa é diferente sim. Por ser uma cidade portuária importante para o país, existe o Monumento do Marinheiro Desconhecido em homenagem à todos aqueles que perderam a vida lutando no Mar Negro.


Um obelisco avermelhado é o monumento em homenagem aos que morreram em combate


Uma chama permanece acesa aos pés do monumento


Diferente do Brasil, não há soldados protegendo o monumento. Todos respeitam a existência daquela construção simbólica



Fonte:
A Mochila e o Mundo



Chile (San Pedro de Atacama), Bolívia (Uyuni e La Paz) e Peru (Cusco)
Média de tempo: 20 dias
Em um caminho que vai do Deserto do Atacama até a impressionante Machu Picchu, esse roteiro é um dos mais clássicos para quem vai fazer um mochilão pela América do Sul. No caminho, algumas das principais atrações são as Piedras Rojas, o deserto de sal e o Valle de La Luna. São lugares lindos e é uma viagem inesquecível, como as imagens abaixo provam:







VIAGEM • TRAVEL • LIFESTYLE





Fonte:
viajali





Kolmanskop é uma cidade fantasma da Namíbia

Veja que incrível está cidade. 

Kolmanskop - Most popular ghost town in Namibia
História de Kolmanskop
Em 1908, Zacherias Lewala, um funcionário ferroviário que limpava a areia dos trilhos, encontrou algumas pedrinhas interessantes pelo caminho, em um dia comum de trabalho. Ele levou-as para August Stauch, seu inspetor, que logo pediu aos demais trabalhadores que trouxessem todos os objetos incomuns que encontrassem nas proximidades. Assim que ele reuniu um número considerável de pedras, levou-as até Luderitz para obter a opinião de um especialista. 

Exterior de um dos prédios abandonados de Kolmanskop

Interior de um dos prédios abandonados de Kolmanskop

O início da exploração

Os depósitos de diamantes mais valiosos do mundo foram encontrados nesta área. Rapidamente todo o terreno disponível nas proximidades de Luderitz foi bloqueado e reivindicado. Trabalhadores organizados em linhas de busca corriam para todos os lados carregando frascos de vidro. Os diamantes eram retirados do chão, na superfície, sem necessidade de escavação. E desta forma os frascos se enchiam rapidamente.
Uma das primeiras corridas para coleta dos diamantes ocorreu no fim do O surgimento da cidade
Kolmanskop surgiu do boom dos diamantes. A região era administrada pela Alemanha no início do século e a cidade refletiu isso em seu caráter.

Internet site Namíbia 



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