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Órgãos Sociais da Proindicus auferiram perto de um milhão de dólares em dois anos de (in)actividade

Foto Verdade
19/09/2017 - Enquanto os moçambicanos aguardam serenamente, como lhes foi pedido, pela publicação do relatório completo Kroll às empresas estatais que violando a Constituição e leis Orçamentais endividaram o país em mais de 2 biliões de dólares a versão inglesa, tornada pública oficiosamente, revela que só nos seus dois anos de (in)actividade a Proindicus gastou cerca de um milhão de dólares em salários dos órgão sociais e cerca de outro milhão de dólares foi gasto na compra e aluguer de 15 viaturas de luxo... enquanto isso não consegue amortizar os seus empréstimos e as lanchas de guerra que supostamente seriam a razão da sua existência continuam paradas e a ganharem ferrugem afinal a empresa não está em actividade!

No fim desta semana terão passado 90 dias desde que a Procuradoria-Geral da República(PGR) recebeu da consultora Kroll o relatório final e completo da Auditoria forense às estatais Proindicus, Empresa Moçambicana de Atum e Mozambique Asset Managment(MAM) e o povo aguarda ansiosamente a divulgação oficial que foi prometida, em finais de Junho, deveria acontecer “o mais breve possível”.

No sumário executivo divulgado pela PGR poucas novidades foram tornadas públicas, muita da informação já havia sido revelada inclusivamente pelo @Verdade, porém ficou evidente nessa altura que esta Auditoria enfrentou muita resistência por parte dos arquitectos e mentores dos empréstimos que de forma arrogante, e quiçá também ilegal como as dívidas, recusaram-se a fornecer imensos documentos e informações solicitadas pelos auditores.

Na versão inglesa do relatório final e completo, que há algumas semanas foi disponibilizado oficiosamente para o público, os nomes dos envolvidos assim como os detalhes de diversas operações financeiras estão protegidos contudo foi possível apurar que o Conselho de Administração da primeira das três empresas envolvidas nesta operação financeira pagou em salários ao seu presidente e administradores 884.561 dólares norte-americanos, 344.840 dólares durante o ano de 2013, primeiro ano de (in)atividade, e 539.721 dólares em 2014.

Investigações do @Verdade revelaram, em Outubro de 2016, que o Conselho de Administração da Proindicus era chefiado Eugénio Henrique Zitha Matlaba, que exerceu o cargo de assessor do antigo ministro da Defesa Filipe Nyusi.

O relatório da Kroll não indica quem são nem quantos são os membros dos órgão sociais desta estatal mas o @Verdade que António Carlos do Rosário é um dos administradores da empresa inactiva.

“A Kroll não recebeu nenhum documento ou cálculos que suportem as despesas com os órgão sociais” refere a versão inglesa do relatório final da Kroll.

Outro milhão em Jeep Cherokee, Lexus Constatia, Toyota Fortuner, Land Cruiser Prado

Incluindo os trabalhadores, que não se sabe quantos são nem que são, a Proindicus gastou 2,1 milhões de dólares só em salários embora a empresa não esteja a proteger a costa moçambicana como foi justificado para a contratação dos empréstimos violando a Constituição da República e as leis orçamentais.

Adicionalmente esta estatal, que tem como accionistas a Monte Binga, SA, e os Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE), efectuou pagamentos de mais de 1,1 milhões de meticais a pelo menos 12 cidadãos que a Auditoria não revela quem são.

Ainda nos primeiros dois anos, em que deveria ter começado a funcionar, a Proindicus gastou 902.164 dólares na compra de viaturas entre elas mais de uma dezena de luxo como são os casos de três Jeep Cherokee, quatro Lexus Constatia, três Toyota Fortuner, um Audi ou um Land Cruiser Prado.

Os auditores também não receberam nenhum tipo de documento ou cálculos relativos a mais de 70 mil dólares gastos em “despesas de viagem” e, mesmo sem estar a operar, a Proindus gastou 22.792 dólares em “presentes”.
por a verdad



Jovens detidos por rapto e violação sexual em Gaza

04/09/2017 - Dois indivíduos de 21 anos de idade encontram-se a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM), em Gaza, acusados de raptar uma criança de 12 anos de idade, a qual foi mantida em cativeiro e abusada sexualmente.

O caso aconteceu no distrito de Guijá, concretamente no povoado de Maimane, no posto administrativo de Nananze, onde a miúda foi forçada a manter cópula com um dos indiciados.

A casa onde a vítima era mantida em cativeiro pertence a um dos implicados, o qual nega ter participado na violação sexual.

Contudo, o outro visado assumiu o crime, mas defendeu-se alegando que não sabia de que tal prática era ilícita, uma vez que a rapariga era supostamente sua namorada.

Aliás, o jovem disse a jornalistas e à Polícia que a progenitora da rapariga sabia da suposta relação amorosa entre ele a miúda.

“Um dia a moça dormiu na minha casa e a mãe dela veio buscá-la porque sabia o que se passava entre nós”, disse e acrescentou que só ficou a saber que se envolver com uma menor de idade é crime quando uma pessoa próxima de si o alertou sobre a situação.


A PRM, em Gaza, tomou conhecimento da situação através de uma denúncia popular, no dia 25 de Agosto passado, segundo o porta-voz Edgar Juvane. Este disse que a miúda foi submetida a exames médicos e confirmou-se que houve estupro, por isso, os acusados deverão responder pelos seus crimes.
por a verdade

Caça furtiva de elefantes volta aumentar no Sul de Moçambique

04/09/2017 - A caça furtiva de elefantes voltou a aumentar nos últimos meses na região Sul de Moçambique, @Verdade apurou que só no último mês três animais foram abatidos à tiro, dois no distrito da Moamba e outro em Magude, e os seus marfins removidos. Nenhum caçador ou traficante foi detido.

É uma guerra permanente, a que é travada pelas autoridades contra os caçadores, traficantes e outros intervenientes na caça furtiva. Na região Sul de Moçambique, graças a cooperação entre autoridades nacionais, sul-africanas e zimbabweanas e os privados que operam as áreas de conservação no Parque transfronteiriço do Grande Limpopo várias batalhas têm sido vencidas. Uma delas foi na protecção do elefante que em 2016 viu a sua mortalidade reduzir para apenas 40 animais, no lado moçambicano do parque.

Contudo nos últimos meses os caçadores voltaram em força atrás dos paquidermes. @Verdade apurou junto de uma fonte na Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) que desde o dia 9 de Agosto três elefantes foram mortos à tiro. Dois dos animais foram abatidos no distrito da Moamba, a Sul do Sabie Game Park, e o terceiro foi morto com dois tiro em Matanzane, no distrito de Magude.

De acordo com a fonte da ANAC nenhum caçador foi detido.

A inoperância da Polícia da República de Moçambique assim como do seu ramo especializado no combate à caça furtiva continua. As principais razões desta inoperância também são as mesmas: salários baixos, pouco pessoal e a falta de meios operacionais. De acordo com a ANAC para proteger os cerca de 95 mil quilómetros quadrados de áreas de conservação são necessários 2.300 novos fiscais porém existem actualmente 624 fiscais, dos quais 40% devem ser reformados por várias razões como a idade e aptidão física.

O @Verdade apurou que a dotação inicialmente aprovada para a rubrica de pessoal da Administração Nacional das Áreas de Conservação foram cortados cerca de 10% durante a execução do Orçamento de Estado de 2016.

“Lei da Conservação” mais dura não parece desincentivar a caça furtiva

Também as autoridades da África do Sul registaram este recrudescimento da caça do elefante, de 22 animais abatidos em 2016 até Agosto registaram 30 mortos, de acordo com autoridade nacional de parques (SANParks no acrónimo em inglês).

As pistas, de acordo com as autoridades sul-africanas, indicam que o furtivos deixaram os locais dos crimes com o marfim em direcção a Moçambique.

As razões deste aumento da procura pelo elefante na região Sul não são conhecidas, talvez a escassez dos rinocerontes que são cada vez melhor protegidos ou mesmo o aperto aos caçadores noutras áreas de conservação de Moçambique estejam na origem deste recrudescimento.

@Verdade apurou que ainda na semana passada um desses furtivos foi abatido pelas forças de proteção do Parque Nacional do Kruger, mas os seus cúmplices fugiram para o lado da fronteira de Moçambique, na região de Karingani.

As autoridades do combate à caça furtiva sabem que se por um lado alguns dos envolvidos são membros mais pobres das comunidades circunvizinhas do Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo, particularmente os pisteiros e carregadores, quem dá os tiros são profissionais bem treinados que dominam o manejo de armas de precisão e de alto calibre.


Embora a “Lei da Conservação” tenha sido revista para punir mais duramente os envolvidos na caça ilegal a verdade é que a actividade continua a ser atrativa no nosso país pelo possibilidade de se ganhar elevadas somas de dinheiro aliada a facilidade com que se ludibria ou se suborna os agentes da autoridade e ainda pela porosidade das fronteiras marítimas e aéreas, que são portas de saída para os troféus que têm como destino o mercado asiático

por a verdade

Estudantes detidos por embebedar e violar sexualmente uma colega em Maputo

02/07/2017 - Dois alunos da 9ª classe caíram nas mãos da Polícia da República de Moçambique (PRM), no passado fim-de-semana, em Maputo, acusados de embriagar e de seguida abusar sexualmente de uma colega. Outros seis cidadãos foram igualmente presos por prática de diferentes crimes e consumo de cannabis sativa, vulgo soruma.

Os presumíveis promotores do estupro colectivo têm 16 e 22 anos de idade e respondem pelos nomes de Eduardo e Óscar. O terceiro elemento deste grupo, identificado pelo nome de Gilberto, era dado como fugitivo até ao fecho desta edição.

O crime de que eles são indiciados aconteceu na última sexta-feira (23), depois das aulas.

Paulo Nazaré, porta-voz do Comando da PRM, na capital do país, disse que os dois estudantes convenceram a vítima a acompanhá-los até uma barraca no bairro de Chamanculo, onde embebedaram-na e de seguida abusar sexualmente dela, num campo na zona de Zixaxa.

Os incriminados foram encontrados na posse de um frasco que continha uma droga supostamente colocada na bebida da colega, de acordo com o agente da Lei e Ordem.

Ainda no Chamanculo, na noite de sábado (24), três cidadãos foram apanhados pela população a roubar numa residência, onde se apoderaram de um computador de mesa e um televisor plasma.

Dos acusados, a PRM deteve apenas um, de 23 anos de idade e identificado pelo nome de Afonso. Em sua posse, as autoridades confiscaram uma viatura com a matrícula AFE 936 MP, alegadamente usada para transportar o produto do roubo.

Afonso declarou-se inocente, afirmando que a população o confundiu com um larápio, por volta das 22h00, quando regressa do trabalho, no município da Matola.

Todavia, a Polícia acredita que Afonso é um malfeitor, porque os seus documentos de identificação foram achados dentro do carro acima referido, o qual foi apreendido por se admitir que pode, também, ter sido roubado.

No bairro de Maxaquene, a Polícia recolheu aos calabouços um outro cidadão de 37 anos de idade, de nome A. Massango, acusados de carregar loiça e talheres roubados num refeitório dum estabelecimento de ensino superior em Maputo.

Quem também não escapou da “mão dura” dos agentes da PRM é E. Cumbane, de 37 anos, residente no bairro da Polana-Caniço. O seu comparsa, de nome S. Marcos, 30 anos, habitante no T3, na Matola, também recolheu aos calabouços.

Ambos são polidores de viaturas. De acordo com Paulo Nazaré, eles roubavam vários bens em alguns carros e para lograrem os seus intentos recorriam a um remoto controlo, com o qual desbloqueavam o alarme e abriam as portas de quaisquer viaturas.

Como prova do crime, os agentes da Lei e Ordem recuperaram na posse dos dois acusados um computador portátil avaliado em 100 mil meticais, supostamente roubado num carro com a chapa de inscrição AES 269 MC, cujo dono já foi identificado.
por a verdade


Cidadão mata suposto amante da namorada e desaparece em Quelimane

30/06/2017 - Um jovem de 23 anos de idade foi espancado até à morte por um cidadão, alegadamente porque estava a amantizar com a namorada do seu agressor, que até ao fecho desta edição era dado como fugitivo, pela Polícia da República de Moçambique (PRM), na Zambézia.

O caso aconteceu semana finda, no bairro Coloane, arredores da cidade de Quelimane.

Miguel Caetano, porta-voz do Comando Provincial da PRM, na Zambézia, disse que se trata de um caso passional, que infelizmente terminou em tragédia.

O suposto namorado da rapariga que presumivelmente manteve uma relação extra-conjugal, agrediu fisicamente o jovem até à morte e de seguida colou-se em fuga, contou o agente da Lei e Ordem, repudiando o facto de determinadas pessoas resolverem as suas desinteligências recorrendo à violência.

Miguel Caetano disse igualmente que o esclarecimento deste homicídio depende da detenção do acusado, havendo um trabalho em curso para o efeito.

Ainda na Zambézia, um outro cidadão caiu nas mãos da Polícia, acusado de envolvimento em assaltos à mão armada.

Na posse do indiciado, que, de cordo com as autoridades, faziam parte de um grupo de malfeitores cujos restantes integrantes estão a monte, foi recuperada uma AKM com nove munições.
A Verdade


Mulher encontrada morta junto a uma árvore em Maputo

30/06/2017 - Uma mulher foi encontrada sem vida, na manhã desta quinta-feira (29), junto a uma árvore e com a capulana enrolada ao pescoço, como que tivesse se enforcado, no bairro da Polana Caniço “A”, arredores da cidade de Maputo.

Não sabe ao certo o que originou a morte, ocorrida no quarteirão 39. O corpo foi encontrado de joelho, mas com o pescoço envolto uma capulana amarrada a uma mangueira.

Algumas pessoas próximas à vítima suspeitam haver uma mão criminosa, uma vez que acreditam a senhora, com mais de 60 anos de idade, tenha sido enforcada por indivíduos desconhecidos.

Segundo contou ao @Verdade um dos filhos da malograda, esta saiu na noite de quarta-feira (28) para um diversão, algures naquele bairro. Suspeita-se que ela tenha sido embebedada pelas pessoas com quem esteve e de seguida levada à sua residência, onde foi morta.

Contudo, ninguém sabe dizer ou identificar quem são as referidas pessoas que estavam na companhia da malograda e nem como ela chegou em casa.

Os vizinhos disseram que a finada não tinha uma boa convivência com nenhum dos seus seis filhos. Por várias vezes ela ficou sem as refeições porque ninguém cuidava dela.
A Verdade


Homem preso por ferir a esposa a facadas em Marracuene

30/06/2017 - Um homem encontra-se detido pela Polícia da República de Moçambique (PRM), acusado de tentativa de assassinato da sua esposa, que está gravemente ferida, com recurso a uma faca, terça-feira (27), no distrito de Marracuene, província de Maputo.

O crime aconteceu no bairro Agostinho Neto. O acusado desferiu mais de 10 golpes contra o corpo e a face da sua esposa.

O casal contraiu matrimónio em 2007, mas desde 2010 que a mulher, identificada pelo nome de Fátima Vitorino, vive um terror protagonizado pelo próprio parceiro.

Para além de submeter a sua cônjuge a cenas de pugilato, em 2013, o acusado incendiou a casa, com a mulher lá dentro, porque pretendia matá-la.

Nunca “soubemos por que motivo ele maltrata a senhora”, disse ao @Verdade um dos parente do casal.

Como prova da humilhação e do sofrimento a que esteve sujeita durante vários anos, Fátima colecciona, na sua casa, cada auto lavrado pela polícia sempre que recorre a uma esquadra para se queixar. E alguns desses mesmos autos testemunham que ela foi vítima de “violência física grave”.

Fátima contou que no dia em que foi brutalmente agredida pelo marido, saiu de casa para tratar um assunto. No regresso, o marido interceptou-lhe na rua, a poucos metros da residência, derrubou-lhe com uma rasteira e começou aplicar-lhe duros golpes com recurso a uma faca, “na cara, nas mãos e no corpo”.

Ela não sabe por que razão o esposo tentou matá-la, mas assegurou que ele tem um ciúme doentio.

Tentativas de acudir por parte dos vizinhos redundaram no fracasso porque foram ameaçados de morte pelo ofensor.

“Ele dizia que quem se aproximar será morto e ninguém devia se meter em assuntos deles [marido e mulher] porque não precisavam de conselheiros”, disse à nossa reportagem uma pessoa próxima ao casal. Não foi possível ouvir a versão do indiciado sobre este caso, porque a Polícia consentiu.
A Verdade



Líder comunitário e cidadão chinês detidos em Sofala por corte ilegal de madeira

26/06/2017 - Um líder tradicional do distrito Muanza, na província de Sofala, está a contas com as autoridades judiciais, devido ao alegado corte de madeira no período de defeso – levantado nesta quarta-feira (21) – e foi surpreendido a efectuar o carregamento de um camião, em conexão com um cidadão de nacionalidade chinesa, o qual foi, também, alvo de um processo-crime, mas mais tarde viria a ser restituído à liberdade após o pagamento de uma multa.

Trata-se de Johane Adelino, do povoado de Chenapamimba. Ele é igualmente líder do Comité de Gestão dos Recursos Naturais (CGRN) de Chenapamimba, um órgão comunitário que participa na protecção dos recursos naturais. O camião em questão estava carregado com 72 troncos, correspondentes a 20 metros cúbicos da madeira da espécie umbila, prontos para serem vendidos a uma firma chinesa de nome Shaohong, destinada à compra, processamento e exportação de madeira.

As autoridades policiais não revelaram a identidade do representante daquela empresa chinesa nem do condutor do camião que transportava tal madeira. Verdade é que os dois cidadãos já gozam de liberdade após terem pago uma multa de cerca de 780 mil meticais, pela infracção cometida.

Contudo, pese embora o pagamento da multa e restituição do meio circulante, a madeira reverte a favor do Estado moçambicano.

Domingos Ncuinda, chefe de fiscalização dos Serviços Provinciais de Florestas e Fauna Bravia de Sofala (SPFFBS), disse à imprensa que o líder comunitário de Chenapamimba é o cabecilha do abate ilícito da madeira numa área onde ele próprio controla, o que merece uma dura punição. Porém, nesta quarta-feira, o Governo moçambicano declarou aberta a campanha florestal de 2017, o que marca o fim da proibição – desde o princípio do ano – do corte de madeira.
A Verdade



Criança passa mal na escola e morre a caminho do hospital na Matola

25/06/2017 - Uma criança de 14 anos de idade, do sexo feminino, perdeu a vida, na manhã de terça-feira, na Escola Secundária Nossa Senhora do Livramento, na cidade da Matola, município com o mesmo nome, em circunstâncias ainda não esclarecidas.

A vítima respondia pelo nome de Helena Banze e frequentava 10a classe, no turno da manhã. A Escola Secundária Nossa Senhora do Livramento, que no passado foi assolada pelos desmaios, localiza-se no bairro do T3.

Segundou apurou o @Verdade, pouco antes das 07h00, uma professora deu algumas palmadinhas na rapariga por não ter feito o TPC.

Na sequência, por volta das 07h40, a menina Helena sentiu-se mal e perdeu os sentidos na sala de aulas, tendo sido levada à sala dos professores, de onde foi socorrida para o Centro de Saúde de Ndlavela.

Infelizmente, a miúda morreu pelo caminho. Maurício Matlombe, director daquele estabelecimento de ensino, disse que não acredita que a docente tenha batido na Helena. Aliás, a escola não recorre à violência para ensinar, mas todos estão interessados em saber as causas que levaram à morte da menina, que chegou às aulas aparentemente com boa saúde.

Na altura em que a malograda caiu na sala de aulas, a professora encontrava-se fora e foi solicitada com urgência por um dos seus alunos.

Até ao fecho desta edição ainda não havia resultados da autopsia à Helena e a direcção de Educação na província de Maputo disse que foi criada uma equipa para averiguar em que as circunstâncias a miúda perdeu a vida.
A Verdade


Domingo de céu nublado no Centro e Norte mas com sol no Sul

04/06/2017 - Clima - O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para este domingo(04) em Moçambique:
nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula prevê-se céu pouco nublado localmente muito nublado ao longo da zona costeira. Ocorrência de neblinas ou nevoeiros matinais locais. Vento de sueste a sudoeste fraco a moderado.
Para as províncias de Tete, Zambézia, Manica e Sofala prevê-se céu pouco nublado localmente muito nublado. Possibilidade de ocorrência de chuvas fracas locais na faixa costeira. Ocorrência de neblinas ou nevoeiros matinais. Vento de sueste a sudoeste fraco a moderado.
Para as províncias de Inhambane, Gaza e Maputo prevê-se: Céu pouco nublado a limpo. Neblinas ou nevoeiros matinais locais. Vento de nordeste a noroeste fraco a moderado, soprando por vezes com rajadas na faixa costeira de Maputo.
Eis as temperaturas previstas:
CidadeMáx ºCMín ºC
Maputo3013
Xai-Xai2814
Inhambane2813
Vilankulo2714
Beira2616
Chimoio2410
Tete2815
Quelimane2717
Nampula2716
Pemba2919
Lichinga2311

A Verdade





Parede cai e fere sete crianças em Nacala-Porto

04/06/2017 - Acidente - Sete crianças da Escola Primária Completa Cidade Alta ficaram feridas, uma delas com gravidade, em consequência da queda do muro de vedação, na terça-feira (30), na cidade de Nacala-Porto, província de Nampula.

O acidente foi provocado por uma pá escavadora do Conselho Municipal de Nacala-Porto, que embateu contra a parede, do lado onde as crianças assistiam a um jogo de futebol.

Na circunstância, a máquina estava a recolher resíduos sólidos. As vítimas foram socorridas para o Hospital Distrital de Nacala-Porto. Seis tiveram alta médica no mesmo dia mas uma delas permaneceu internada dada a gravidade do seu estado de saúde.

A Verdade



Contrabando de madeira continua a abalar Nampula

04/06/2017 - Crime - A província de Nampula continua a ser um dos pontos do país onde o contrabando de espécies preciosas de madeira, para países asiáticos, é preocupante. O mal é propiciado por esquemas de corrupção, razão pela qual diversas quantidades deste produto florestal tem sido apreendidos durante as tentativas de exportação a partir do Porto de Nacala.

A situação é mais preocupante pelo facto de o corte da madeira estar a acontecer no período de defeso, uma medida tomada pelo Governo com vista a preservar algumas espécies em extinção.

Há dias, os Serviços Provinciais de Florestas e Fauna Bravia de Nampula, encabeçados pelo respectivo chefe, Luís Sande, levaram a cabo uma operação de fiscalização nas principais áreas com potencial madeireiro, no distrito de Nampula, onde se constatou o abandono de pelo menos 150 metros cúbicos de toro de madeira preciosa, que acabava de ser cortada, supostamente por pessoas não autorizadas para o efeito.

No local, foram apreendidos um tractor e um camião, bem como outros instrumentos usados para o corte e transporte de madeira.

A mesma equipa de fiscalização escalou um dos estaleiros de madeira, pertencente a uma cidadão de nacionalidade chinesa, tendo detectado mais de 300 pranchas de madeira de fresca de umbila, alegadamente cortada na época de proibição.

O proprietário do estaleiro confirmou que adquiriu a madeira em Março passado e não conhece os indivíduos que o forneceram.

Luís Sande constatou ainda uma série de irregularidades no mesmo estaleiro, o que levou à aplicação de uma multa de 150 mil meticais e outras medidas administrativas.

Estes e outros problemas resultam da fragilidade na fiscalização e falta pessoal para combater os madeireiros furtivos, segundo os Serviços Provinciais de Florestas e Fauna Bravia de Nampula.


Grande parte da madeira exportada a partir do Porto de Nacala é proveniente da Reserva do Gilé, na província da Zambézia, sendo que Nampula é apenas um corredor de exportação ilegal.
A Verdade



Mínma de 10º em Lichinga, 12º no Chimoio e Vilankulo nesta 2ª feira


04/06/2017 - Tempo - O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para esta segunda-feira(05) em Moçambique:
nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula prevê-se céu pouco nublado localmente muito nublado ao longo da zona costeira. Possibilidade de ocorrência de chuvas fracas locais na faixa costeira. Ocorrência de neblinas ou nevoeiros matinais locais. Vento de sueste a sudoeste fraco a moderado.
Para as províncias de Tete, Zambézia, Manica e Sofala prevê-se céu pouco nublado localmente muito nublado. Possibilidade de ocorrência de chuvas fracas locais na faixa costeira. Ocorrência de neblinas ou nevoeiros matinais. Vento de sueste a sudoeste fraco a moderado.
Para as províncias de Inhambane, Gaza e Maputo prevê-se céu geralmente pouco nublado. Neblinas ou nevoeiros matinais locais. Vento de nordeste a noroeste, rodando para sueste fraco a moderado.
Eis as temperaturas previstas:

CidadeMáx ºCMín ºC
Maputo2814
Xai-Xai2614
Inhambane2713
Vilankulo2612
Beira2716
Chimoio2512
Tete3019
Quelimane2817
Nampula2816
Pemba2818
Lichinga2310




Epidemia de cólera controlada em Moçambique após quatro mortos

24/05/2017 - Saúde e bem estar
O surto de cólera que eclodiu em Janeiro passado em Moçambique foi declarado controlado, “nos últimos 28 a 29 dias não registámos (novos casos de) cólera e assim estamos a declarar a epidemia controlada”, afirmou o diretor-nacional de Saúde Pública, Francisco Mbofana, em conferência de imprensa nesta sexta-feira(19).

Entre 5 de Janeiro e 22 de Abril foram notificados 2.131 casos de cólera que resultaram em quatro óbitos. As mortes aconteceram na província de Tete (Centro do país) com dois óbitos entre 1.015 casos, na província de Maputo(Sul do país) com um óbito entre 151 casos e a outra vítima mortal foi registada na capital do país, Maputo, entre 367 casos.

Ainda de acordo com o director-nacional de Saúde Pública no mesmo período foram notificados no país 250 mil casos de diarreias agudas, dos quais 102 resultaram em mortes. Em igual período do ano de 2016 foram registados 301.586 com 103 óbitos.


A Verdade




Vem aí o Festival Internacional Teatro de Inverno com boa música, papo e homenagens

24/05/2017 - Teatro
CULTURA - Arranca no próximo sábado(27) a 14ª Edição do Festival Internacional Teatro de Inverno(FITI) que este ano vai juntar em Maputo 25 grupos moçambicanos, angolanos, sul-africanos, portugueses e alemães. Além do teatro faz parte do programa boa música, papo agradável e o reconhecimento do trabalho artístico.



Até ao dia 25 de Junho todas as sextas, sábados e domingos a partir das 18 horas no Teatro Avenida, Cine Teatro Gil Vicente e Centro Cultural Franco Moçambicano o FITI 2017, organizado pela Associação Cultural Girassol, vai apresentar o FITI Teatro, FITI Música, FITI Papo e FITI Homenagens.

Os grupos Grutij e Oásis, de Angola, o Ladimash Produções da África do Sul; a Companhia JGM de Portugal e o grupo La Donna e Mobile da Alemanha juntam-se aos grupos de teatro nacionais para deliciar os amantes das artes cénicas.


A Verdade




Roubo de arroz leva à detenção na Beira

24/05/2017 - Roubo
Sete cidadãos encontram-se a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM) na Beira, província de Sofala, suspeitos de roubo de 158 sacos de arroz, o qual seria posteriormente vendido nos mercados locais.

Segundo as autoridades policiais, o roubo deu-se na madrugada da passada quarta-feira (17), nos armazéns da OLAM, em conexão com dois aguardas desta empresa.

O grupo, que para lograr os seus intentos destruiu a porta do armazém, era composto por nove elementos, dois dos quais estão supostamente a monte. Apenas 30 sacos do referido arroz foram recuperados.

Daniel Macuácua, porta-voz da PRM em Sofala, disse que começam a ser preocupantes os casos de roubo em algumas empresas daquela parcela do país, uma vez que envolvem trabalhadores das firmas lesadas.


Os acusados alegaram que cometeram o crime de que são acusados porque estavam com fome.

A Verdade


Governo vai intensificar fiscalização na segurança no trabalho

28/04/2017 - Trabalho
Em 2016 foram registados 495 acidentes de trabalho no país

Num dia em que o mundo celebra a Saúde e Segurança no Trabalho, cerca de mil pessoas, entre membros do Governo e dos órgãos de soberania, parceiros sociais e académicos reuniram-se em Maputo, na Conferência Nacional sobre a matéria, cuja abertura foi feita pelo Primeiro-Ministro. No ano passado, foram registados 495 acidentes de trabalho no país. Carlos Agostinho do Rosário assumiu que nem todos acidentes de trabalho que acontecem no país são registados e garantiu que o Governo será mais vigilante.

Por seu turno, a ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, lançou oficialmente a colectânea da legislação laboral e código de conduta do Inspector do Trabalho, tendo destacado a importância das publicações para redução do número de acidentes.
A Conferência Nacional sobre Saúde e Segurança no Trabalho teve como lema “Promover a higiene e segurança para preservar a saúde no trabalho”.

 O Pais







Dhlakama é aposta da Renamo nas presidenciais de 2019

28/04/2017 - Política
Membros da Renamo consideram que Dhlakama deve dirigir o país por se preocupar com o bem-estar do povo
O secretário-geral da Renamo, Manuel Bissopo, diz que o líder do seu partido, Afonso Dhlakama, vai ser aposta da “perdiz” na corrida eleitoral de 2019. Até porque, segundo Bissopo, Dhlakama granjeia simpatia pelos feitos que tem estado a conseguir para o bem do povo moçambicano e dos membros da Renamo. Bissopo destaca o debate sobre a descentralização do poder, os consensos para a paz em Moçambique, entre outros, como marcos suficientes para os membros continuarem a confiar no líder da Renamo.

“Continuem a confiar no presidente Dhlakama, pois ele continua a servir bem e melhor os destinos do partido e o bem-estar do povo”, disse Manuel Bissopo, que falava a jornalistas minutos depois da reunião que manteve, ontem, com membros do seu partido, na Zambézia, cujo objectivo era desenhar estratégias de fiscalização, por parte dos membros da Renamo, nos escrutínios autárquicos e gerais de 2018 e 2019.

Para além de discutir a fiscalização, a reunião analisou a selecção dos membros que deverão constar das listas dos órgãos eleitorais (STAE e CNE), em representação da Renano. Sobre esta matéria, Bissopo disse que a Renamo vai identificar membros capazes de controlar as mesas de voto.

Manuel Bissopo instou os membros do seu partido a empenharem-se na vida do partido, como forma de revitalizar as bases e colocar cada simpatizante em sintonia com aquilo que são as decisões visando os objectivos da Renamo no seio dos moçambicanos. “Queremos dirigir este país, para isso, o presidente Dhlakama deve estar na Ponta Vermelha, mediante o sufrágio universal”, disse Manuel Bissopo. Para o efeito, o secretário-geral da Renamo diz que os membros do partido devem trabalhar para que Dhlakama e o partido amealhem bons resultados.


A reunião da Renamo, na Zambézia, teve a duração de apenas um dia.
O Pais




Campeonato da cidade de Maputo em voleibol arranca no sábado

28/04/2017 - Futebol
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Foto Divulgação Internet
Tem início neste sábado(29) o Campeonato da cidade de Maputo de voleibol nos escalões juniores, juvenis e seniores, em ambos os sexos, envolvendo 20 equipas.

As partidas da 1ª jornada estão agendadas para o campo anexo da Universidade Eduardo Mondlane e têm início agendado para as 12h30, com o seguinte programa:

Campo 1

12h30 Jets K vs Hulene Sports (em juvenis masculinos)

14h Aliança vs Jets Z (em juvenis masculinos)

Campo 2

12h30 Mahotas vs Águias (em juniores masculinos)

14h Jets vs Hulene Sports (em juniores masculinos)

15h30 Gladiadores vs Hulene Sports (em seniores masculinos)

17h Jets vs Aliança (em seniores masculinos)

Campo 3

12h30 UP vs Jets (em juniores femininos)

14h AAM M vs Gladiadores (em seniores femininos)

15h30 Aliança vs UP (em seniores femininos)


17h Académica vs Mahotas (em seniores masculinos)
@Verdade




Depois dos empréstimos inconstitucionais legalizados, resultados da Auditoria à Proindicus, EMATUM e MAM voltam a ser adiados

28/04/2017 - Auditoria

Foto de Adérito CaldeiraFoi novamente adiada, pela terceira vez consecutiva, a divulgação dos resultados da Auditoria Internacional Independente às empresas Proindicus, EMATUM e MAM. Antes os deputados do partido Frelimo na Assembleia da República haviam legalizado as violações a Constituição da República e as leis orçamentais, cometidas na emissão das Garantias para os empréstimos. Será que os moçambicanos ainda podem ter a expectativa de ver algum dos membros do Governo e funcionários públicos que materializaram este esquema financeiro a ser responsabilizado? Esperemos que esta Auditoria não tenha o mesmo fim da Auditoria ao Banco Austral, cujos resultados, mais de uma década depois, continuam no segredo de justiça.

A Auditoria Internacional Independente que a empresa Kroll Associates UK realizou às três empresas estatais que se endividaram em 2013 e 2014, com Garantias Soberanas inconstitucionais e ilegais assinadas pelo Governo de Armando Guebuza, teve início a 4 de Novembro último após exigência dos doadores internacionais.

Inicialmente os resultados deveriam ter sido apresentados em Fevereiro, 90 dias era o prazo inicial, mas foi protelada para 31 de Março porque as “diligências de recolha e tratamento da informação são complexas e ainda estão em curso, no país e no estrangeiro, envolvendo mecanismos de cooperação internacional, com o auxílio da Procuradoria-Geral da República, o Auditor solicitou mais tempo para a conclusão da Auditoria”, explicou na ocasião a instituição dirigida por Beatriz Buchili em comunicado.

Todavia a 24 de Março a PGR, novamente através de um comunicado, tornou público que a Kroll apresentou “um relatório, descrevendo os progressos alcançados, as perspectivas para a conclusão do processo de análise da informação coligida e a elaboração do relatório final tendo, para o efeito, solicitado, mais uma vez, a extensão do prazo”.

Já nesta quinta-feira(27) um comunicado do Ministério Público moçambicano recebido pelo @Verdade refere que, “No dia 26 de Abril do corrente ano, a Kroll remeteu à Procuradoria-Geral da República(PGR), uma comunicação, que foi partilhada com a Embaixada da Suécia, financiadora da auditoria, e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), indicando que decorrem ainda os trabalhos de reverificação e da competente tradução, para a língua oficial portuguesa, em cumprimento dos termos de referência, prevendo-se a entrega do relatório até ao dia 12 de Maio de 2017”.

Entretanto nesta quarta-feira(26) os deputados do partido Frelimo na Assembleia da República votaram à favor da aprovação da Conta Geral do Estado de 2015 onde o Governo de Filipe Nyusi inseriu as Garantias que ilegalmente o Executivo anterior concedeu em 2013 e 2014, mesmo sem informar os motivos deste procedimento incorrecto ao Tribunal Administrativo.

Que Auditoria às dívidas ilegais não tenha o mesmo fim da Auditoria ao Banco Austral

Um experiente e reputado advogado moçambicano, que prefere manter-se em anonimato, explicou ao @Verdade que com este procedimento o Governo resolveu o problema da inconstitucionalidade e das violações as leis orçamentais de que enfermavam as Garantias Soberanas concedidas para a contratação dos empréstimos de 1,157 bilião de dólares norte-americanos pelas empresas participadas pelo Estado Proindicus e Mozambique Asset Management(MAM).

Foto de Adérito CaldeiraProcedimento idêntico foi usado em Julho passado pelo Executivo de Nyusi para também legalizar a dívida de 850 milhões de dólares da Empresa Moçambicana de Atum(EMATUM).

Contudo o @Verdade questionou ao causídico se depois com a legalização pelo Parlamento ainda haverá possibilidade dos funcionários/agentes do Estado que as contraíram serem de alguma maneira responsabilizados?

A nossa fonte afirmou que pode ainda haver matéria até de carácter criminal, naturalmente dependendo do que a Auditoria que a Kroll realizou apurar, eventualmente se os mais de 2 biliões de dólares não foram usados para os fins propostos, se houve corrupção, etc.

O @Verdade apurou e revelou que o projecto de construção e instalação do Sistema Integrado de Monitoria e de Protecção(SIMP), alegadamente para a monitoria e protecção de toda a costa de Moçambique, foi orçado pelos fornecedores em somente 372 milhões de dólares norte-americanos. É ainda público, segundo declarações do estaleiro francês, que os seis barcos de vigilância marítimas mais as 24 embarcações de pesca custaram apenas cerca de 350 milhões de dólares norte-americanos. Portanto existe mais de 1 bilião de dólares cujo destino está por ser apurado.

Além disso, o advogado entrevistado pelo @Verdade referiu os funcionários do Estado e membros do Governo que estiveram envolvidos na emissão das Garantias violando a Constituição da República e as leis orçamentais de 2013 e de 2014 podem incorrer em crimes previstos na Lei Probidade Publica.

Ademais, relativamente à violação da legalidade orçamental o artigo 9 da Lei n.º 7/98 estabelece que “o titular de cargo governativo que, dolosamente, autorize ou pratique despesas ilegais ou qualquer outro acto ilícito, que viole as regras de legalidade orçamental previstas na Lei n.º 15/97, de 10 de Julho, é punido com pena de prisão correccional de três dias a dois anos, se outra mais grave não for aplicável e perda do cargo, caso seja dirigente e de expulsão, caso seja funcionário público”.

Porém para que aconteça algum tipo de responsabilização mais importante do que a Kroll entregar o relatório da Auditoria que realizou serão as acções subsequentes da Procuradoria-Geral da República.

É que há cerca de uma década, na sequência da gestão danosa no antigo Banco Austral e do assassinato do economista do Banco de Moçambique, António Siba-Siba Macuacua, foi realizada uma Auditoria forense à instituição bancária. Tal como a Auditoria que a Kroll realizou, na altura uma outra empresa de consultadoria internacional fez o trabalho que também foi pago pelos doadores, como agora acontece.

O @Verdade apurou que o relatório final da Auditoria ao Banco Austral foi entregue a Procuradoria-Geral da República, na altura dirigida por Augusto Paulino, mas até hoje não foram tornados públicos os seus resultados e ninguém foi responsabilizado quer pela gestão danosa, quer pelo assassinato de António Siba-Siba Macuacua.


Existirá coragem em Beatriz Buchili para responsabilizar os autores materiais dos empréstimos ilegais da Proindicus, EMATUM e MAM?
@Verdade



Chissano foi último Presidente a participar nas Cerimónias centrais do 1º de Maio em Moçambique

Maputo - 25/04/2017
Foto de Adérito CaldeiraRemonta a 2004 a última vez que um Chefe de Estado moçambicano, Joaquim Chissano na altura, presenciou in loco uma cerimónia central do 1º de Maio. “No tempo em que eles estavam connosco comungávamos as mesmas ideias, agora eles pensam de uma maneira diferente” disse António Munguambe, o secretário-geral da Organização dos Trabalhadores de Moçambique (OTM), durante a exortação do lançamento da semana comemorativa da efeméride que se assinala na próxima segunda-feira, e afirmou que o Governo deixou de participar, “porque não queriam ouvir algumas verdades”. Será que o Presidente Filipe Nyusi, que se auto proclama empregado do povo, vai quebrar a tradição e enfrentar os seus patrões?

Diante dos míseros aumentos salariais decretados pelo Executivo de Nyusi na semana finda, aliado ao emprego cada vez mais precário, os moçambicanos têm cada vez menos motivos para celebrar o Dia do Trabalhador por isso, “os trabalhadores sairão à rua no dia 1 de Maio e através de manifestações pacíficas, para exteriorizarem o seu não ao custo de vida insustentável, o seu não ao emprego precário e sem direitos”, declarou Munguambe.

“É dia da reafirmação da unidade e solidariedade na luta comum dos trabalhadores pela paz efectiva, harmonia e diálogo como condição para a construção e desenvolvimento do País” exortou ainda o SG da OTM Central Sindical enfatizando que os trabalhadores moçambicanos não estão satisfeitos as recentes negociações dos salários mínimos, cujos aumentos estão bastante abaixo da inflação.

Todavia, e apesar de toda insatisfação dos trabalhadores que no último ano só agravou-se, Organização dos Trabalhadores está cada vez mais longe de representar os moçambicanos e as suas posições mostram que continua atrelada ao partido no Poder, afinal foi criada por decisão do IV Congresso do Partido Frelimo, em 1983.

Questionado pelo @Verdade que se a OTM equaciona algum tipo de luta por melhores condições para os trabalhadores, que não seja o carnavalesco desfile do 1º de Maio, António Munguambe declarou que “Caso a caso os trabalhadores vão decidir como fazer nas empresas, nos sectores. Promovendo greves, que é um direito constitucional que nos assiste como trabalhadores”.

“Alguns trabalhadores quando chegarem a conclusão de que as suas empresas produzem o suficiente para pagarem melhor do estão sendo pagos agora podem legalmente convocar greves para exigir e pressionar as empresas para que paguem aquilo que eles merecem”, porém o líder sindical alertou “que é preciso manter os poucos empregos que as empresas têm neste momento, não podemos correr para aumentarmos salários e perdermos postos de trabalho”.

A outra pergunta do @Verdade, sobre a possibilidade de rever o salário mínimo mais do que uma vez por ano caso a inflação atinja os dois dígitos, como tem sido o caso desde o início de 2016, Munguambe declarou que a reivindicação foi apresentada em sede da Comissão Consultiva de Trabalho, “nós metemos esse requerimento a dizer que a manter-se a situação como está temos que rever a periodicidade da revisão dos salários”. No entanto não soube precisar se a chamada Concertação Social voltará a debater a revisão dos salários mínimos ao longo deste ano.

Governo deixou de participar no 1º de Maio porque não queria “ouvir algumas verdades”

Há 13 anos que um Presidente de Moçambique não se digna a comparecer às cerimónias centrais do Dia do Trabalhador. Desde a alguns anos nem sequer os membros do Governo Central ocupam o lugar que lhes é destinado na praça dos Trabalhadores.

“Nós convidamos o Governo, se entender aparecer que venha. Se não vier nós não temos problemas”, começou por esclarecer Munguambe referindo no entanto que o ideal era “que eles estivessem lá se comungássemos as mesmas ideias, não comungam as mesmas ideias connosco é por isso que não estão lá. No tempo em que eles estavam connosco e comungávamos as mesmas ideias estavam connosco, agora eles pensam de uma maneira diferente. Deixaram de participar, porque não queriam ouvir algumas verdades”.

Entretanto o Presidente Filipe Jacinto Nyusi, que se auto-proclama empregado dos moçambicanos, tem afirmado que a única forma dos trabalhadores verem os seus míseros salários a crescer é aumentando a produção.

“Nós como sindicalistas reconhecemos que há trabalhadores que estão a trabalhar no seu máximo, que produzem o suficiente e até deviam ser remunerados melhor”, explicou o SG da OTM acrescentando que “também reconhecemos que há uma parte que tem de trabalhar um pouco mais, não trabalho físico como tal mas um trabalho intelectual, um trabalho de investigação que tem que ser feito, um trabalho que permita aumentar a produção e a produtividade em vários sectores”.


“Podemos citar o caso da agricultura onde há situações em que a produtividade pode aumentar por hectare. Mas isso não é da responsabilidade exclusiva do trabalhador, porque há pessoas que pensam que quando falamos em aumentar a produção e a produtividade estamos a falar de trabalhadores só, estamos a falar de todos incluindo dos próprios empregadores que tem a a responsabilidade de ter uma cultura de rentabilização das suas empresas”, concluiu António Munguambe.
@Verdade




Atriz Moçambicana Graça Silva morre vítima de doença

18/04/2017 - Maputo

A actriz de teatro e encenadora, Graça Silva, perdeu a vida na noite do último sábado (15), em Maputo, a caminho do hospital, vítima de ataque cardíaco.

A malograda foi membro fundadora do Grupo de Teatro Mutumbela Gogo, aos 20 anos de idade. A actriz sentiu-se mal durante a noite daquele dia, tendo a família levado-a ao Hospital Central de Maputo (HCM), onde chegou já sem vida, segundo um comunicado de imprensa enviado ao @Verdade.

No Mutumbela Gogo, Graça Silva “foi protagonista de campanhas de educação cívica, de saúde e segurança no trabalho, participou em movimentos teatrais contra a corrupção, emprestou o seu talento ao cinema nacional e a sua voz ao teatro radiofónico”.

Ela participou em mais de 100 peças teatrais e dezenas de filmes. O seu desempenho como actriz foi notório dentro e fora do pais, com participação em festivais teatrais na Suécia, Itália, Portugal, França, Noruega, nas ilhas do oceano indico e no Brasil, indica o documento a que nos referimos.

As exéquias terão lugar terça-feira(18) a partir das 11 horas com uma homenagem no Teatro Avenida seguido pela cremação dos seus restos mortais, cerca das 13 horas, no cemitério de Lhanguene em Maputo.
Fonte: @verdade





Adolescente dá luz sozinha e enterra bebé em Sofala
Sofala - 18/04/2017

Uma adolescente de 16 anos de idade está a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, desde a semana passada, acusada de dar à luz e enterrar vivo o seu recém-nascido, no distrito de Dondo.

Trata-se de um crime considerado infanticídio. A vítima, do sexo feminino, foi desenterrada ainda com vida e imediatamente sorrida para o Hospital Central da Beira (HCB). Porém, volvido algum tempo viria a falecer devido a complicações de saúde.

Segundo as autoridades policiais, a suposta infanticida, que frequentava a 7a classe, começou a queixar-se de dores de barriga, tendo sido encaminhada ao posto de saúde pelos familiares.

Chegado à unidade sanitária, ela dirigiu-se à sala de parto sob a atenção da tia. Porém, ela aproveitou-se da distracção da acompanhante e da enfermeira e fugiu até a parte traseira do hospital, onde entrou em serviço de parto sozinha. Em seguida, a miúda enterrou a bebé, voluntariamente, por motivos ainda não devidamente apurados.

Consta que a menina nunca admitiu para o namorado, nem para a família e tão-pouco para os colegas da escola que estava grávida, pese embora tenha sido confrontada com o facto de apresentar sinais claros de gravidez.


Ela alegou não saber por que razão agiu daquela forma e, neste momento, está limitada a quatro paredes das celas do Comando Distrital de Dondo.

Fonte: @verdade



Sul de Moçambique regista 13 óbitos por acidentes de viação
Sul de Moçambique - 18/04/2017


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Foto Divulgação
Pelo menos 13 pessoas morreram e outras mais de 10 contraíram ferimentos graves e leves em consequência de sinistros rodoviários, ocorridos na semana finda, na cidade e províncias de Maputo e Inhambane.

Na capital do país, a Polícia registou seis mortes e 12 feridos, dos quais 10 em estado grave, devido13 acidentes de viação.

Do total dos acidentes, nove foram do tipo atropelamento carro/peão, três despistes e capotamento e um caso de colisão entre viaturas, disse Orlando Modumane, porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Maputo.

O agente da Lei e Ordem lamentou o facto de este mal persistir, apesar das campanhas de sensibilização que têm sido realizadas.

Na província de Maputo, a PRM registou um caso de atropelamento que resultou na morte da vítima e aponta-se o excesso de velocidade e a má travessia do peão como sendo as causas principais.

Ainda na semana passada, na província de Inhambane, a corporação registou seis óbitos devido a igual número de acidentes de viação.

Para além da tragédia, houve um ferido grave e a outra vítima contraiu ferimentos ligeiros.

Os acidentes foram do tipo atropelamentos, despiste e choques entre carros e bicicletas, com três um e dois casos respectivamente.

O excesso de velocidade e a condução de sob o efeito de álcool são consideradas as principais causas desta desgraça.

Enquanto isso, 43 pessoas ficaram feridas, das quais cinco com gravidade, por conta de um acidente de viação ocorrido na última sexta-feira (014), no distrito de Vanduzi, província de Manica.

A Polícia local avançou que o sinistro envolveu seis viaturas, da quais quatro de transporte semi-coletivo de passageiros e um camião.


Porém, à semelhança do que tem sido prática neste tipo de problemas, o condutor do camião, que se presume ter sido ele o causador do sinistro, colocou-se em fuga, deixando as vítimas à própria sorte.
Fonte: @verdade



Governo aumenta os salários mínimos entre 5,5% e 21%

Moçambique - Lusa – 18/04/2017


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Imagem internet
O Conselho de Ministros decretou hoje novos salários mínimos nacionais, com o sector da hotelaria a receber a percentagem mais baixa, 5,5%, e a administração pública, defesa e segurança a beneficiar do reajuste mais alto, 21%.

De acordo com o decreto, apresentado à imprensa pela ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, apesar de beneficiar do maior aumento salarial, a administração pública, defesa e segurança continuará com um dos ordenados mais baixos no país, passando de um mínimo de 3.278 para 3.996 meticais.

A agricultura, caça, florestas e silvicultura mantém-se como o sector com o salário mínimo mais baixo, tendo aumentado 10,4% para 3.642 meticais.

Com a menor percentagem de aumento de todos os nove sectores de actividade, a hotelaria viu o salário mínimo passar de 5.050 meticais para 5.328 meticais.

O sector dos bancos e seguradoras continuará com o salário mínimo mais alto em Moçambique, tendo passado de 8.750 meticais para 10.400 meticais, resultado de um aumento de 18,86%.

A pesca industrial e semi-industrial registou a segunda maior percentagem, em termos de aumento salarial, com 20,97%, passando de um ordenado mínimo de 3.815 para 4.615 meticais.

O sector da produção e distribuição de electricidade, gás e água registou o terceiro maior aumento, em termos de percentagem, com 20,70% para um salário mínimo de 7.286.

Os restantes sectores da economia registaram aumentos entre os 5,76% e os 14%.

A ministra Vitória Diogo afirmou que os aumentos salariais hoje aprovados resultam de propostas submetidas pela Comissão Consultiva do Trabalho (CCT), que junta empregadores, sindicatos e representantes do Governo.

"É importante mencionar que tendo em conta a nossa situação económica, estes são aumentos de salários mínimos possíveis", declarou Vitória Diogo.

Nesse sentido, prosseguiu, é necessário que o país aposte no aumento da cultura de trabalho, produção e produtividade, para poder aspirar a ordenados mais consentâneos com o custo de vida.







"Os cidadãos estão a circular normalmente" Dina

27/03/2017 - Moçambique

A Polícia da República de Moçambique (PRM) faz um balanço positivo dos três meses da trégua alcançada entre o Governo e a Renamo, mas lembra que "missão Forças das Defesa e Segurança não cessa com a declaração" de paz.
MAPUTO- "Desde que foi declarada a cessação, os cidadãos estão a circular normalmente e não há nenhuma ameaça", disse Inácio Dina, que entende que a paz beneficia todos os moçambicanos e é importante que seja preservada.

O porta-voz do Comando Geral da PRM, disse em entrevista à Lusa, que as Forças de Defesa e Segurança tem uma "missão contínua de assegurar a ordem e tranquilidade públicas", num mandato que contempla todo o território nacional. 

De acordo com a Lusa, Inácio Dina disse ainda que a Policia vai continuar a trabalhar para reduzir eventuais ameaças à segurança e estabilidade das populações naquela região, pedindo a colaboração de todos para a manutenção da paz no país. [FM]
Folha de Maputo




Bebida caseira e descargas atmosféricas matam no norte de Moçambique
17/03/2017 - África



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Foto Internet
Quatro pessoas morreram em resultado do consumo de uma bebida alcoólica de fabrico doméstico, denominada “catcholima”, supostamente envenenada, na semana passada, no distrito de Lichinga, província do Niassa, onde outras duas pessoas perderam a vida por descargas atmosféricas no distrito de Mavago.
Trata-se de uma aguardente de produção local e a desgraça aconteceu a 08 de Março em curso, no povoado de Chivigo, segundo o Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM). As vítimas, residente naquele povoado, encontravam-se numa residência onde habitualmente se dirigiam para o consumo de “catcholima”.
No local, foram recolhidas amostras da mesma bebida para exames laboratoriais, disse a PRM, salientando que a “intoxicação alcoólicas” seja a causa da morte.
Na referida casa, a Polícia encontrou três cadáveres, entre eles o de uma mulher. A quarta vítima mortal deu-se no bairro de Sanjala, em Lichinga, numa casa de construção precária, apurou o @Verdade.
O Comando-Geral da PRM associa a morte ao consumo de “catcholima”. Enquanto isso, na localidade de Nkalapa, no distrito de Mavago, outras duas mulheres pereceram e uma criança ficou gravemente lesionada por conta de descargas atmosféricas.



Governo de Filipe Nyusi cortou protecção social básica a mais de 38 mil famílias pobres
Escrito por Adérito Caldeira 
17/03/2017 - África


O Presidente que insiste que o povo é o seu patrão decidiu cortar, durante o ano de 2016, o magro subsídio básico(que variam entre 310 e 1500 meticais mensais) de pelo menos 38 mil famílias pobres. Em Moçambique existem mais de 3,3 milhões de famílias na pobreza extrema todavia Filipe Jacinto Nyusi – que sem consultar o seu “patrão” decidiu assumir os biliões de dólares em empréstimos ilegais da Proindicus, EMATUM e MAM – apenas se propôs, no seu Plano Económico e Social, a garantir a protecção social básica a somente 507.902 agregados.
“O Programa Quinquenal do Governo 2015 – 2019 define como uma das acções prioritárias a garantia da assistência e integração social das pessoas em situação de pobreza e vulnerabilidade”, pode-se ler na Estratégia Nacional de Segurança Social Básica (ENSSB) 2016 – 2024.
Aprovada no ano passado, a ENSSB que “propõe medidas, mecanismos e programas que irão possibilitar que cerca de 3,3 milhões de pessoas, vivendo em situação de pobreza e vulnerabilidade, de um universo de elegíveis de cerca de 9,7 milhões sejam mais resistentes às consequências económicas dos choques, riscos sociais, secas, cheias e outros desastres naturais”.
À partida o Plano Económico e Social(PES) para 2016 não se propunha a alargar o número de beneficiários, das 535 mil famílias moçambicanas que foram cobertas pela protecção social básica em 2015 o Executivo de Nyusi apenas propôs-se a proteger 507.902 agregados.
Entretanto, e na sequência do corte do apoio directo ao Orçamento do Estado(OE) por parte dos Doadores Internacionais, após descobrirem os empréstimos ilegais da Proindicus e da Mozambique Asset Managment que Filipe Nyusi, sem consultar o seu “patrão” ou a chamada “Casa do Povo”, decidiu pagar, o Governo cortou não só o dinheiro para os pobres como o número de pessoas vulneráveis a serem assistidas com fundos do OE Rectificativo, parecendo alheio a sua própria Estratégia, que foi aprovada na 5ª sessão Ordinária do Conselho de Ministros.
Na acção “Efectuar transferências sociais aos agregados familiares em situação de pobreza e vulnerabilidade” o balanço do PES de 2016 revela que foram cumpridos os indicadores de transferências monetárias regulares no âmbito do Programa Subsídio Social Básico e de transferências sociais por tempo indeterminado no âmbito do Programa Apoio Social Directo.

Acontece que estas metas cumpridas eram à partida conservadoras, estabelecidas pelo próprio Governo e não alinham com a Estratégia Nacional de Segurança Social Básica que prevê o alargamento progressivo todos os anos dos beneficiários por forma a cobrir cada vez mais moçambicanos pobres e desfavorecidos.
Por outro lado, dos 79.832 agregados que deveriam receber apoios financeiros, no âmbito do Programa Acção Social Produtiva na componente de trabalho público e apoio ao desenvolvimento das iniciativas de geração de rendimento, só 47.484 foram cobertos no ano passado.
Um dos factores críticos para o sucesso da ENSSB é o “aumento do peso das despesas com a segurança social básica”. “Esta expansão justifica-se, em termos de custo-eficácia, pelos impactos directos e significativos dessa despesa sobre a pobreza e a desigualdade social e pelos seus efeitos indirectos, num sentido de investimento, no desenvolvimento do capital humano e na promoção da produtividade da população pobre e vulnerável”, refere ainda a Estratégia Nacional de Segurança Social Básica do Governo de Nyusi.
Moçambique não possui pensão universal para idosos porque benefícios para responsáveis são maiores do que os custos de sistema alternativo
Aliás estes cortes no apoio aos moçambicanos mais pobres e vulneráveis estão previstos continuar ao longo de 2017, como o @Verdade já revelou, indiferente ao custo de vida que quase duplicou por causa da crise precipitada pelos empréstimos ilegais.
Foto de Adérito Caldeira
No Orçamento de Estado exercício voltaram a ser alocados apenas 1,7 biliões de meticais para o subsídio Social Básico, como em 2016; 692 milhões para o apoio Social Directo, que é ligeiramente menos do que os 693 milhões do ano passado; e uns irrisórios 82 milhões de meticais para a Acção Social Produtiva, contra os mais de 388 milhões que em 2016 não chegaram para todos os necessitados.

Se com mais do que um salário mínimo não é possível viver em Moçambique como é que um idoso, por exemplo, vai sobreviver com um apoio de 610 meticais?
Uma das acções estratégicas da ENSSB recomenda o “Aumento do valor dos subsídios até pelo menos dois terços da linha da pobreza”. O limiar da pobreza em Moçambique são 3.990 meticais, dois terços são 2.660 meticais. Que isto dizer que o subsídio deverá pelo menos quadruplicar!

Estudos do Instituto de Estudos Sociais e Económicos(IESE), sobre a protecção social, sugerem que “Moçambique ainda não possui uma pensão universal para idosos, nem tão pouco está a considerar ou a discutir o assunto, porque os benefícios de um sistema selectivo, discriminatório e assistencialista, para os actores e para os responsáveis pela sua existência, são maiores do que os custos de optar por um sistema alternativo”.





OTM defende aumento de salário duas vezes ao ano


04/03/2016 - Moçambique




O secretário-geral da Organização dos Trabalhadores Moçambicanos (OTM-Central Sindical), Alexandre Munguambe, defendeu ontem em Maputo que o aumento do salário mínimo ocorra duas vezes este ano, como forma de acompanhar a degradação do poder de compra.

MAPUTO- "Gostaríamos de lembrar que no passado, quando a inflação anual atingisse dois dígitos, o salário mínimo era aumentado duas vezes por ano. Se a situação actual (de inflação elevada) prevalecer, há todas as razões para se retornar a essa prática", afirmou Munguambe, falando durante uma sessão do Comissão Consultiva do Trabalho (CCT).

As condições de vida dos trabalhadores, deterioraram-se em 2016, devido à instabilidade político-militar, calamidades naturais, crise financeira, depreciação do metical e dívida externa insustentável.

"Estes factores agravaram o custo de vida para níveis insuportáveis e agravou a pobreza da maioria dos moçambicanos", acrescentou o secretário-geral da OTM-Central Sindical citado pela agência Lusa.

Nesse sentido, continuou Alexandre Munguambe, é um imperativo que o Governo incremente o salário mínimo a partir de 1 de Abril, como é habitual todos os anos, para mitigar o impacto da crise económica nos trabalhadores.

"Não podem ser os trabalhadores a pagar pela crise económica", acrescentou Munguambe.

O secretário-geral da OTM-Central Sindical assinalou ainda que o desemprego se acentuou em Moçambique, devido ao corte de postos de trabalho, na sequência da crise económica e financeira que afecta o país. 

"A falta de emprego para pessoas em idade activa, mais os despedimentos, preocupam-nos, porque o desemprego agrava o crime", declarou Alexandre Munguambe.

No ano passado, o Governo fixou o salário mínimo nacional em pouco mais de três mil meticais, depois de negociações no quadro da CCT, entidade que junta o executivo, sindicatos e patronato.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatísticas de Moçambique (INE), a inflação anual atingiu 25,27% em Dezembro do ano passado, levando a uma quebra no poder de compra da população moçambicana.

Ainda no ano passado, o país registou o mais baixo crescimento económico dos últimos 10 anos, atingindo apenas 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB). [FM]

Folha de Maputo




"Desta vez teremos um acordo duradouro" Dhlakama


04/03/2016 - Moçambique
O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, manifestou ontem, confiança na resolução dos conflitos que ameaçam constantemente a paz no país, e elogiou o empenho do Presidente da República, Filipe Nyusi.

MAPUTO- "Acredito que desta vez teremos um acordo duradouro, da maneira como falo com o Presidente da República, ele também diz que está apostado em acabar com todos os assuntos pendentes", declarou Afonso Dhlakama, falando a jornalistas, por telefone, a partir do distrito de Gorongosa.

Afonso Dhlakama acrescentou que os grupos de trabalho sobre a descentralização administrativa e sobre os assuntos militares, formados com o Governo no âmbito das negociações de paz, vão trabalhar seriamente durante os próximos 60 dias, no sentido de apresentarem propostas nas suas respectivas áreas de trabalho. 

"O que eu posso dizer é que vai acontecer trabalho sério, porque teremos que terminar este trabalho, para depois assinar definitivamente o acordo final das hostilidades para que haja paz efectiva", enfatizou Afonso Dhlakama.

Segundo o líder da Renamo, o grupo de trabalho sobre a descentralização, terá de apresentar à Assembleia da República uma proposta de lei, prevendo a eleição directa dos governadores provinciais e a autonomia financeira das províncias.

"A questão militar é mais simples, é o enquadramento dos quadros da Renamo nos lugares de chefia das Forças de Defesa e Segurança, a (discussão sobre a despartidarização da) polícia e o SISE (Serviços de Informação e Segurança do Estado) será mais tarde", acrescentou Dhlakama. [FM]

Folha de Maputo






AMEPETROL pede fim do atual sistema de compensações

04/03/2016 - Moçambique

A Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas (AMEPETROL), enviou uma carta ao Primeiro-Ministro, alertando para há possibilidade de rotura de produtos petrolíferos nos diferentes terminais marítimos.

MAPUTO- De acordo com a AMEPETROL, haverá rotura caso não sejam envidados esforços no sentido de ser alterado o actual sistema de compensações de preços de combustíveis, que obrigam a que os mesmos sejam fixados abaixo do seu custo. 

Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas, diz que a indústria tem vindo a suportar há vários anos, com recursos próprios, relevantes diferenças entre o preço de aquisição de combustíveis no mercado internacional e o preço convertido em meticais de venda ao público no mercado doméstico. 

De acordo com a carta enviada ao Primeiro-Ministro, as perdas suportadas pela indústria em 2016, nomeadamente a partir do mês de Junho, e no inicio deste ano, apresentam já um valor acumulado bastante danoso para a sustentabilidade do sector.

AMEPETROL, garante que as perdas estão relacionadas com a diferença entre o preço que suporta pela aquisição no mercado internacional e o preço convertido em meticais de venda ao público que a indústria é obrigada pelo governo a praticar no mercado doméstico.

A descapitalização das empresas petrolíferas, resulta em grande parte da falta de actualização dos preços de combustíveis, situação que até esta data já originou para a indústria um crédito no valor de 70.000.000 de dólares a serem pagos pelo Estado.

Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas, apela a alteração de forma urgente do actual sistema de subsidiação, acabando em definitivo com o sistema de compensações de preços.

Na carta enviada ao Primeiro-Ministro, a AMEPETROL, afirma que a manutenção do actual sistema pode fazer colapsar toda a indústria e colocar em causa a sustentabilidade económica do país. [FM]

Folha de Maputo




Limpopo transborda atinge a população de Djuvucaze
04/03/2016 - Moçambique

O Rio Limpopo transborda água e neste momento atinge a população de Djuvucaze, segundo fontes seguras algumas famílias abandonaram as casas e estão na estrada.
MAPUTO- A população encontra-se na estrada esperando ajuda de pessoas de boa vontade e do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades.
Vamos todos nós unirmos, acolhendo os nossos irmãos que estão numa situação de emergência.

Folha de Maputo









MAXIXE: A NOVA ECONOMIA DE INHAMBANE - MOÇAMBIQUE - ÁFRICA
16 de janeiro de 2017 - África


Nos últimos anos, a segunda principal cidade da província de Inhambane, sul de Moçambique, ganha protagonismo a nível provincial e exige uma nova avaliação. A cada dia que passa, Maxixe torna-se o coração económico de Inhambane sustentando, por assim dizer, uma economia de três municípios e 12 distritos. Porém, o crescimento da urbe não esconde a miséria, os problemas relacionados com o acesso a água potável, à saúde, ao saneamento do meio, incluindo a existência de bairros desordenados e um comércio informal que cresce de forma assustadora.
Apesar de dispor de uma característica mista (urbana e rural), a cidade da Maxixe, considerada a capital económica da província de Inhambane, tem um grande potencial de desenvolvimento. Atravessado pela Estrada Nacional número 1, o distrito da cidade da Maxixe conta com uma população estimada em 108,824 habitantes, distribuídos por 25,710 agregados familiares. A urbe, devido à sua localização geográfica, proporciona condições para um crescimento rápido, porém, quando se circula pelas artérias da mesma, uma realidade sobressai aos olhos: ainda há muito por ser feito.
O desenvolvimento daquele município – marcado pela convivência entre o urbano e o rural e pelos problemas relacionados com a precariedade das vias públicas, acesso limitado à água potável e bairros de difícil acesso – deve-se ao crescimento desenfreado do comércio, sobretudo o negócio de rua, e não só.
Porém, a cidade debate-se com dificuldades a todos os níveis. A população queixa-se de quase tudo, desde a criminalidade, passando pela febre de vendedores ambulantes até ao acesso à saúde. No imaginário dos munícipes, Maxixe é uma cidade abandonada à sua própria sorte, uma vez que os serviços básicos ainda são deficitários ou mesmo inexistentes.
O crescimento da actividade económica é impulsionado pela Estrada Nacional número 1 que atravessa a cidade. Porém, os sinais na Maxixe são preocupantes, pois há cada vez mais pessoas, muitas delas sem condições básicas para se manterem, a abandonarem as suas localidades para ganharem a vida naquele pequeno município com uma superfície de 268 quilómetros quadrados.

Diga-se de passagem, a urbe não está preparada para acolher tanta gente. O centro da cidade já se mostra saturado, apesar de nos últimos anos ter registado um crescimento no que respeita a infra-estruturas. Os bairros crescem de forma desordenada.
Um pouco por toda a parte é possível ver obras de melhoramento da imagem da cidade a um ritmo bastante tímido, ao contrário do que acontece com o desenvolvimento socioeconómico que galopa à semelhança de um cavalo sem freio.
Há alguns anos, pode-se dizer que não havia uma estratégia eficaz no que se refere ao ordenamento dos bairros periféricos, apesar de existir muita preocupação da parte dos munícipes de construir a sua habitação. Tendo em conta o plano de urbanização desenhado pela edilidade local, pode-se dizer que existe vontade de erguer e desenvolver o município. O primeiro passo já foi dado em 1999 com a criação de uma zona de expansão.
Maxixe é, na verdade, onde todos os caminhos se cruzam, quer de pessoas que vêm dos 12 distritos da província de Inhames, quer os que têm como destino outros pontos do território moçambicano. Ao longo das principais ruas ou avenidas, a azáfama nos passeios revela diversas actividades informais, praticadas principalmente por pessoas oriundas das zonas periurbana e rural.
O comércio formal, desde uma pequena loja de venda de acessórios para viaturas e electrodomésticos até a restauração, é dominado por indivíduos de origem estrangeira. Os nativos continuam a contentar-se com os pequenos negócios de rua, tais como a venda de verduras, peixe, roupa usada e o carregamento de mercadorias.
Movidos por oportunidades ilusórias
Todos os dias, Maxixe recebe indivíduos inebriados por sinais de oportunidades, diga-se em abono da verdade, ilusórias, criadas pelo desenvolvimento e crescimento socioeconómico da cidade. Eles chegam de diversas partes da província de Inhambane e com um objectivo em comum: ganhar a vida.
Todas as manhãs, um grupo composto por três mulheres deixa o seu lar para garantir o sustento diário do seu respectivo agregado familiar. Elas moram do outro lado da margem, conhecida por ilha de Inhambane, e têm de atravessar o mar para exercer a sua actividade de sobrevivência: vender o pescado adquirido nas primeiras horas do dia.

A travessia é feita de pequenos barcos à vela. A escolha de Maxixe para a comercialização do seu produto tem a ver com as oportunidades que a cidade apresenta e que são apregoadas em quase toda a província. “Os potenciais compradores de mariscos estão aqui em Maxixe”, diz Marta Jossias, de 38 anos de idade.
Ao contrário do dia anterior, a 30 de Agosto do ano em curso Marta adquiriu marisco no valor de três mil meticais, mas até ao meio-dia não tinha conseguido vender sequer metade.
“Tem havido dias como estes em que não conseguimos comercializar tudo e entramos em prejuízo, mas isso não nos desanima porque este negócio tem destas coisas”, reconforta-se, ao mesmo tempo que se prepara para se fazer ao interior do barco, de regresso a casa. “Talvez consiga vender alguma coisa no meu bairro”, conclui.
Os rumores segundo os quais existe um grande potencial para se ganhar a vida na capital económica da província de Inhambane também chegaram aos ouvidos de Manuelito, um rapaz de 17 anos de idade. Na senda dessas alegações, o adolescente abandonou a capital provincial e tomou o ferryboat com destino a Maxixe.
Presentemente, dedica-se à comercialização de peúgas. Porém, a vida não é como ele imaginava. “Ainda não consegui vender muita coisa, até porque o negócio não é muito bom, mas já estou a pensar em mudar”, diz.
À semelhança de Marta e Manuelito, outras centenas de pessoas emigram para Maxixe todos os dias para garantir a sua sobrevivência. No entender das pessoas, do outro lado da margem as oportunidades de ganhar a vida são escassas, por essa razão fazem a travessia.
Não são somente os indivíduos movidos pela necessidade de ganhar o sustento diário que se deslocam até aquela cidade, existem dezenas de outras pessoas que para lá se deslocam para fazer compras ou ter acesso aos serviços bancários, entre outros.
Os problemas persistem
Localizada a oeste da capital provincial, cidade de Inhambane, até ao ano de 1963 Maxixe era um posto administrativo, com circunscrição em Homoíne. Porém, quando se registaram indícios de desenvolvimento, passou a ter a categoria de conselho ou circunscrição da Maxixe.
Entretanto, continuava ainda a depender do distrito de Homoíne. De 1964 a 1972, criaram-se as condições necessárias e Maxixe passou de vila para cidade, no dia 18 de Julho de 1972, e em 1997, quando foi aprovada a Lei das Autarquias Locais, torna-se autarquia.
O distrito da cidade da Maxixe tem mais mulheres (55 porcento do total da população) que homens (45 porcento). É a população feminina que movimenta a economia local, através de diversas actividades informais.
Acesso a água potável, saneamento e criminalidade
A urbe debate-se com diversos problemas sociais, próprios de uma cidade em crescimento. O acesso a água potável é uma das principais preocupações da população. Apesar de a cada ano aumentar o fornecimento de água, a população continua a caminhar longas distâncias para obter o preciso líquido. A zona de captação de água foi melhorada e criou-se um novo sistema que é o maior da província em termos de tratamento de água.
Na zona urbana quase 90 porcento da população beneficiam de água potável, porém, o mesmo não se verifica na periferia, onde o fornecimento está abaixo de 50 porcento. Segundo os dados estatísticos de 2008, apenas 3 porcento da população têm acesso a água canalizada no domicílio, 10 fora dele, 24 bebem água do poço e 27 têm acesso a um fontenário.
Quanto ao saneamento do meio, o bairro de Mazambane é tido como um dos mais problemáticos. Muitas famílias vivem sem as mínimas condições de higiene. Aliada a essa situação está o elevado índice de criminalidade.
Se durante o dia tudo parece normal, quando a noite chega a coisa muda de figura. Num distrito com aproximadamente 10 porcento da população da província, a questão da insegurança preocupa os habitantes. Os casos mais comuns estão relacionados com assaltos a residências.
Saúde
A nível do distrito da cidade de Maxixe existem 10 unidades sanitárias. Apesar disso, ainda se assiste a casos de pessoas que têm de percorrer longas distâncias para obter cuidados médicos. A malária e as doenças diarreicas têm sido as principais causas de internamento nas unidades sanitárias.
Em média, por mês, mais de 30 pessoas são internadas. Os casos mais graves são transferidos para a cidade de Inhambane. Neste momento, o desafio é melhorar o atendimento e disseminar os serviços de saúde.
Um ponto de encontro
Devido à sua localização geográfica, Maxixe é um ponto de encontro e também um local onde centenas de pessoas procuram sobreviver das mais diversas maneiras, sobretudo ao longo da N1, onde o sector informal da cidade fervilha. O principal mercado, no centro da cidade, é o lugar onde o comércio ganha vida de forma impetuosa.
Vende-se um pouco de tudo, mas é o negócio de venda de comida que chama a atenção dos visitantes. A título de exemplo, quando um autocarro de passeiros pára, um grupo de mulheres lança-se, qual um enxame, e perscruta potenciais clientes. Elas oferecem diversos tipos de comida. Há pratos para todos os bolsos, e o preço mínimo é 80 meticais.
Não é somente o negócio de comida que sobressai em Maxixe. Durante a noite, principalmente nos fins-de-semana, algumas mulheres ganham a vida prostituindo-se. Os principais pontos são as casas de pasto, onde os camionistas e gente que está de passagem frequentam, em que a actividade cresce.
São 21h00, e Maria (nome fictício) já está pronta para mais um dia de trabalho. Engana-se quem pensa que no final da noite ela volta para casa com uma grande receita. Numa quinta-feira, terá muita sorte se conseguir amealhar 600 meticais. “Os dias de semana não ajudam. Nos fins-de-semana há mais procura”, diz.
A nossa interlocutora, de 24 anos de idade, prostitui-se há cinco anos. Ela envolveu-se nesta atividade na cidade de Inhambane, mas, porque o movimento andava muito fraco, decidiu atravessar para a outra margem.
“A vida não está fácil. Tenho de sustentar os meus filhos”, afirma. Cobra 250 meticais pelo acto e, em média, por noite, amealha 500 meticais. A sua jornada não lhe permite ter hora para regressar a casa. “É muito pouco o dinheiro que ganho, mas dá para comprar alguma coisa. Este é o emprego que me permite sustentar os meus dois filhos”, conclui. Veja como o comércio individual também prospera pelas ruas.


PEQUENA LOJA DE DIVERSOS LOCAL

VENDA DE COLCHÕES PELAS ESQUINAS. NEGÓCIO LUCRATIVO

POVO APROVEITA A ESPERA POR TRANSPORTE PARA REALIZAR SUAS VENDAS

VENDA DE ALIMENTOS NO COMÉRCIO LOCAL


VENDA DE FRUTAS, LEGUMES ETC, PELA POPULAÇÃO LOCAL AO AR LIVRE

Com adaptações de texto VERDADE.COM




04 de janeiro de 2017 - África

CONHEÇA UM POUCO DE MAXIXE - MOÇAMBIQUE

ferry Tofo

maxixe - moçambique

transportes maxixe

chapa maxixe

maxixe

estradas moçambique

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Fonte: Universo do viajante

03 de janeiro de 2017 - África
CAMARÃO. UMA DAS IGUARIAS DA ÁFRICA

Este camarão que sai de nossas águas. Temos o melhor na Província de Inhabane-Africa. A cada baia se vende por 50,00 Meticais (dinheiro local). Com este crustáceo se prepara um prato típico local chamado MATAPÁ, prato preparado com camarão e folhas de Mantiqueiras.


02 de janeiro de 2017 - África
Maxixe: o centro econômico de Inhambane em Moçambique

Ainda que considerada pequena, Maxixe é a segunda maior província da região de Inhambane, em Moçambique. Atravessada pela Estrada Nacional N.º1, que une o sul do país com a região central, a cidade está repleta de história e tem uma relação musical muito próxima com o Brasil.


Porém, a cidade de Maxixe, por muitos considerada a capital econômica de Inhambane, continua numa fase de desenvolvimento e com muito espaço para crescer e se organizar territorialmente. Ainda assim, a toda a volta a beleza selvagem que nos rodeia prova existirem pontos a favor para fazer uma visita.



Maxixe hoje e mostro ainda como foi passar por esta cidade em 2002, altura em que fiz uma viagem a Moçambique. Aliás, foi precisamente por esta altura que filmei, a olhar para trás, este road movie a caminho de Maxixe. Considero que é um bom ponto de partida para começar este artigo.

















01 de janeiro de 2017 - África

PRESIDENTE DA REPÚBLICA CONFIRMA SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DE HOSTILIDADES MILITARES

Presidente Filipe J. Nyusi
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Líder da Remano

Anuncio de trégua. O Presidente de Moçambique Filipe Jacinto Nyusi, e o líder do maior partido da oposição Afonso Dlakama, anunciaram que o conflito militar vai parar por 7 dias. Até passar as festas de fim de ano. Amanhã o líder da Remano irá anunciar a imprensas o prolongamento das tréguas. Os ataques militares entre as forças da defesa e segurança, e a Remano irão para durante 2 meses, enquanto o dialogo decorre no Maputo.








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